Capítulo 43

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Bryan Bennet

Terça-feira/4 dias para o casamento.

Solto o ar dos meus pulmões. Estou sentindo que vou surtar. Várias ligações perdidas da Ingrid em meu celular e eu só consigo pensar em Violet.

Não estou conseguindo a ver esses dias, mas prometi para ela que tudo irá dar certo. Não estou com medo e não vou recuar, logo agora que estou tão perto do fim. Estou ansioso, nervoso e revoltado. Me sinto uma bomba, prestes a explodir em milhões de pedaços.

Talvez eu quisesse mandar todo mundo ir pastar, e viver minha vida com Violet em paz. Mas não é tão fácil, não é tão simples assim deixar a bomba estourar e não estar perto. Quero apenas que isso acabe, e para isso o meu plano tem que dar certo!

Ao ver mais fotos da Ingrid me traindo, solto um suspiro pesado. O investigador me observa, talvez querendo continuar com sua apresentação dos fatos, mas eu só quero pensar. Ingrid é uma tremenda safada, todo esse tempo me traindo e achando que eu não iria descobrir. Claro, o fato de eu também a te-la traído, me faz um safado tanto quanto ela, mas ela é muito pior, antes mesmo de eu a trair, ela já estava me traindo e isso já pode se considerar uma justificativa. Eu sabia, sempre soube. Mas nao quis aceiar e isso me fez um homem fraco.

Não a traí por vingança, nem para aumentar o meu ego. Tive uma conexão com Violet, tudo que tive com ela foi por sentimento e amor. Meio estranho admitir com minhas próprias palavras que aquilo que eu sentia por ela era amor. Pensei que nunca iria conhecer o amor de verdade, o amor sincero, mas Violet... Porra, ela era diferente.

O sorriso, a voz, o cheiro e o beijo. Era único e próprio dela, não tinha outro em mais nenhum lugar. Que loucura!

Ao lembrar dela, aquela sensação de sufocamento sai, e em minhas lembranças agora só está ela, somente ela. Sinto o meu corpo sair do transe, e logo olho para a minha frente, encontrando o jovem rapaz me encarando. Seu semblante era confuso, e de impaciência. Mas talvez eu precisasse desse tempo com minhas paranóias, para simplesmente colocar tudo em ordem.

- Fez um ótimo trabalho! - falo pondo fim naquele silêncio. Ele realmente fez um belo trabalho, seguiu minhas dicas e encontrou os erros, os pontos e até mesmo descobriu coisas a mais.

- Obrigada senhor! - ele parecia um menino animado. Como um jovem desse se torna investigador? Que perigo!

- Como consegue? Investigar, ir atrás, sem ser pego? - falo já andando em direção ao meu frigobar da sala, olho as opções e no mesmo tem uma garrafa de whisky. A pego e me sirvo, fazendo o mesmo com outro copo que ali estava, ofereço para o rapaz e o mesmo nega, mas mesmo assim, vou em sua direção e bato com o copo em seu peito, para que o mesmo tome.

Odeio pessoas que nega por educação!

Ele bebe um gole, talvez pelo nervosismo ou por eu estar olhando para o mesmo. Eu intimido, eu sei.

- Não sei, esse é meu trabalho...- ele limpa a garganta com um pigarreio. - aprendi na prática e de tanto ver meu pai, ele era um policial muito bom.

- Seu pai também é do ramo? - pergunto e em seguida beberico o líquido em meu copo, sentindo minha garganta arder um pouco.

- Era. Ele atuava na área depois da policia, negócios da família...

Amante Do Meu ChefeOnde histórias criam vida. Descubra agora