— Acordada, Cupcake? — Vi perguntou, dando risada ao ver Caitlyn deitada na sua cama de bruços, a fuzilando com os olhos.
A Kiramman soltou um resmungo, afundando a cabeça no travesseiro.
— Pode pegar uma camisola no meu quarto para mim? — questionou a morena. — Não... Não consigo levantar.
Violet não conseguiu evitar uma gargalhada. Ela então se aproximou da cama, se esgueirando para perto da noiva.
— Então eu peguei pesado com você, hm? — comentou, dando um beijinho nas costas da mesma. — Vou pegar uma blusa minha para você.
A Warwick foi até seu armário, pegando seu blusão perto e o jogando para Caitlyn. A dos cabelos escuros sentou-se na cama e vestiu-a. Ficou parecendo mais um vestido na Kiramman, como Vi imaginou. A rosada então se deitou na cama, puxando Caitlyn para mais perto da mesma.
— Caitlyn, o que nós somos? — perguntou ela. A Kiramman virou o rosto para a mesma, confusa. — Tipo, não podemos mais ser inimigas juradas depois tudo o que aconteceu tipo, agora pouco.
— Eu sei. — ela sentiu Vi fazer carinho no seu braço. — Poderíamos ser amigas, talvez? Você tem sido mais amigável nestes últimos dias.
Vi riu.
— Não acho que amigas batam na bunda uma da outra e pedem para contar até nove, Cupcake. — ela alegou, e as duas deram risada.
Caitlyn então parou para pensar, apoiando mais a cabeça no ombro da futura esposa.
— Amigas... Com benefícios? — sugeriu.
Vi abriu um sorriso. Claro, que agora, preferiria ouvir namoradas — esposas talvez.
Mas se ela conseguiu tirar aquele "amigas" e logo em seguida o "amigos com benefícios" da boca de Caitlyn, já era um bom começo.
— Gosto da ideia. — Vi então a deu um beijo. — Então, é melhor irmos dormir agora.
— Eu concordo, estou exausta. Boa noite, Vi.
— Boa noite, Cupcake.
~~~
Haviam as passado semanas. Lux e Jinx estavam felizes como namoradas, embora ainda não tivessem contado para o casal Stemmaguarda.
Elas ainda estavam pensando em como contar sobre o caso de uma forma que eles não ficassem malucos de vez.
Numa noite, Lux, em seu quarto, lia as mensagens que recebia da namorada. Todas sempre muito românticas, que faziam seu coração disparar.
Até que ouviu o barulho de alguém batendo na janela. Curiosa, a loira foi olhar.
Logo viu um sujeito de cabelos vermelhos, escondendo o rosto com o capuz de seu casaco. Felizmente, Luxanna Stemmaguarda já sabia quem era.
— Katarina! Entra, entra! — ela falou, abrindo a janela para a mais velha entrar.
Katarina então tirou o capuz, revelando o longo cabelo vermelho.
— O que te traz aqui? — a mais nova questionou, empolgada, enquanto ia para a cama de braços dados com a namorada do irmão.
— Trouxe notícias do seu irmão. — ela começou. — Ele está ocupado ultimamente, então, eu vim falar pessoalmente.
Lux arrumou sua postura, imaginava que fosse um assunto sério.
— O que aconteceu?
Katarina respirou fundo, segurando nas mãos da cunhada.
— Veja você mesma. — ela tirou algo do bolso.
Lux tomou o objeto em mãos, mas demorou um pouco para que ela percebesse que era um teste de gravidez.
Ao notar, arregalou os olhos.
— Não é possível. Então, você...
— Estou grávida do seu irmão, se é isso que você vai dizer. — ela confirmou, abrindo um sorriso.
— Meu Deus, eu vou ser tia! E ainda nem terminei a escola! — ela falou, assustada. Mas muito feliz. — O Garen, como ele pode... Antes do casamento! Aquele pervertido! Papai vai acabar com ele.
A ruiva deu uma gargalhada.
— O pai de vocês eu não sei, mas o meu vai. — ela alegou. — Mas você está certa em chamar Garen de pervertido, posso te garantir que seu irmão não é tão santo quanto seus pais pensam.
— E o que vocês vão fazer agora?
— Vamos morar juntos, e seu irmão quer seguir essa tradição idiota de vocês, demacianos: pedir para os seus pais a benção deles. — ela fez uma cara de tédio. — Eu sei que eles não vão dar, eles me odeiam. E odeiam a minha família. Mas o Garen disse que não importa, vamos morar juntos mesmo assim.
— E eu posso te garantir que meu irmão não vai mudar de ideia, nem que meus pais movam montanhas para isso. — as duas deram risada novamente. — Fique tranquila, vou fazer de tudo para que meus pais tratem a situação de um jeito tranquilo na hora.
— Eu sei que vai, querida. Mas agora preciso ir embora... — ela falou, indo em direção a janela.
No entanto, vou impedida por Lux de prosseguir.
— Você ficou maluca? Com um bebê na barriga, e você querendo sair pela janela?! — ela questionou, indignada. — Nada disso, você vai sair pela porta, como uma futura senhora Stemmaguarda.
— Não me chame assim. E também, não há necessidade de tudo isso...
— Quieta, Katarina, vamos descer.
Ela revirou os olhos, se vendo sem saída. As duas desceram as escadas, no máximo de silêncio que eram capazes de fazer.
A sala estava escura quando as duas chegaram no local.
— Ainda acho que isso é uma má ideia. — Katarina alegou.
— Bobagem, já estamos chegando na saída. — Luxanna disse, procurando as chaves. — Achei!
Mas bastou dizer aquilo, que as luzes foram acesas. A senhora Stemmaguarda estava imóvel nas escadas.
— Mãe? — Lux falou, surpresa.
— Luxanna Stemmaguarda, o essa noxiana está fazendo na minha casa?! — ela falou, furiosa.
As duas jovens se entreolharam, e Lux não pensou em mais nada a não ser abrir a porta para Katarina sair.
— Corre, Kat! — ela esbravejou vendo a mesma correr.
— Pieter! — a mulher chamou o marido. — Vá ver se aquela delinquente não roubou algo!
De imediato, o homem apareceu com uma espingarda, correndo atrás de Katarina. Lux foi até o quintal para tentar convencer o pai de esquecer aquilo, mas ele já havia partido.
— Ele não vai machucar ela, vai?! — Luxanna perguntou para a mãe, que a puxava para dentro de casa.
— A questão é se essa delinquente não vai machuca-lo, Luxanna, isso sim! — ela alegou, trancando a porta. — Agora, você me deve respostas, mocinha!
Lux abaixou a cabeça. Agora, havia gerado problemas para Katarina e seu irmão.
— Eu já te disse milhões de vezes que os noxianos são perigosos! E você trás a filha daquele comandante para a nossa casa?!
— Mãe, você não está entendendo... Ela veio aqui porque...
— Não, Lux, não diga nada! — ela cortou a filha, andando de um lado para o outro. — Você tem estado com companhia muito estranhas nesses últimos tempos, primeiro aquela esquisita de cabelo azul...
— Não fala assim da Jinx! — protestou a filha, ficando irritada. — Ela é minha namorada!
— Namorada?! — Ah não. Lux pensou. — Como assim namorada?!
— Hm, eu... Er...
— Luxanna Stemmaguarda, pois saiba que, enquanto eu e seu pai permitirmos, não irá namorar ninguém!
— E você permite?
Augatha resmungou.
— Só quando aquela garota vier aqui e se mostrar digna de ser sua namorada. Agora, vá dormir, vá!
Lux suspirou, indo para o seu quarto de cabeça baixa.
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Na Alegria e na Tristeza
FanfictionCaitlyn Kiramman e Violet Warwick. Duas filhas vindas das mais poderosas famílias de Piltover. Ambas se odiavam, mas, uma mera cena tirada do contexto era suficiente para que seus pais as colocassem no altar.
