ANAHÍ
Na manhã seguinte, caminhei para a casa de Peter e Gina pouco antes das 10h. Eu não dormi bem, então me sentia um pouco grogue enquanto percorria o trajeto mas me sentia bem com o sol batendo em meu corpo.
Respirando profundamente, esperava que o ar fresco conseguisse me empolgar, já que três xícaras de café tinham falhado, mas apenas senti o cheiro de adubo na brisa e enruguei o nariz. Era fertilizante? Ugh, como as pessoas que viviam perto de fazendas se acostumavam com esse cheiro? Isso é uma coisa de que não vou sentir falta quando voltar para casa.
Mas havia algo de que eu sabia que sentiria falta... de estar com Alfonso. As últimas 24 horas tinham sido incríveis. Algo havia mudado entre nós. O que compartilhamos já não parecia um caso pequeno e sem sentido. Eu me sentia próxima dele. Protetora dele. Orgulhosa dele. Fascinada por ele e em como ele fazia com que eu me sentisse.
Estava me apaixonando por ele tão rápido, que tudo ao meu redor era um borrão.
Era alucinante.
Nós não estávamos nem mesmo namorando!
No passado, quando desenvolvi sentimentos por alguém, levou um tempo. E esses sentimentos provinham de momentos passados juntos, desfrutando de interesses comuns e não de atração física intensa. Pelo amor de Deus, levei seis meses para dormir com Théo! E nunca tive sequer um caso de uma noite, muito menos uma noite de sexo com alguém que não fosse meu namorado. Eu nunca tive um caso, ponto final!
E ontem a noite tinha sido louco. Ainda podia ouvi-lo dizendo para agir como uma vadia gulosa – era terrível que tivesse me excitado tanto? Como se ele soubesse que era o que eu precisava.
A permissão para a ação com as luzes acesas, enquanto ele assistia? Isso me deixou nervosa. Antes disso, eu só tinha permanecido no escuro e deixar que esse outro lado de mim assumisse o controle nunca tinha parecido tão assustador. Eu senti medo, já que não era muito experiente com sexo oral. Mas queria fazer por mim e por ele. Queria fazê-lo sentir-se bem de todas as maneiras possíveis.
E as coisas que ele fez comigo...
Parei de andar por um momento. Levei uma mão à barriga. Parei de respirar. Tudo estava diferente com Alfonso. Agora eu sabia do que Cath falava quando dizia coisas como a maravilhosa química física.
E depois de provar o gosto dele, havia uma certeza em minha mente: não queria deixá-lo. Não era apenas físico. Não mais. Quando pensei sobre a maneira como ele se abriu para mim na última noite, compartilhando algo comigo que nunca tinha contado a ninguém, chorado na minha frente, mostrando-se vulnerável...
Deus, eu só queria abraçá-lo, beijá-lo e chorar por ele, fazer tudo de melhor para ele. Fazê-lo feliz. Mas como?
Eu queria que ele tivesse ficado mais, especialmente porque ele tinha dito que havia dormido bem na minha cama na noite anterior, mas eu não queria pressioná-lo. Perguntei, ele disse não, então deixei-o partir. Ele havia revelado muito de si mesmo para mim e provavelmente precisava de tempo sozinho para ficar bem com isso. Entendi que ele era assim e aprendi a não fazer pressão – ele se retraiu quando tentei chegar muito perto, quase como um cavalo selvagem. Então, depois do beijo de despedida, eu disse boa noite e fui para a cama, abraçando o travesseiro que ele havia usado na noite anterior.
Não consegui dormir por horas, as quais eu passei revivendo cada momento do dia e da noite em minha mente, lutando para manter meus sentimentos sob controle e chorando novamente enquanto pensava sobre o que ele me disse.
Pela manhã tive que enfrentar a verdade.
Eu tinha sentimentos por ele e não queria que isso terminasse. Queria que houvesse um caminho para nós.
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Segunda Chance -Adpt AyA [ Finalizada]
RomanceAnahí é uma mulher criada plenamente nos padrões da alta-sociedade, com toda a riqueza e moldes de pessoas que se acham acima dos demais. Mas ela não é esnobe, chatinha ou mimada como muitos a rotulam. Depois de uma confusão, ela se vê precisando sa...