nada pode piorar

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sn Smith

— KRYSTIAN!

Meus joelhos se chocaram contra a superfície do chão e eu caí ajoelhada na sala, novamente.

Com o controle em mãos, minha boca se abriu e lágrimas saíram molhando minhas bochechas. A imagem que se passava na tela era de um avião estraçalhado em algumas rochas e várias viaturas e ambulâncias paradas ao redor.

Pessoas tiravam as vítimas fatais em meio aos escombros e as colocavam em um saco preto. Meu amigo estava em meio aquilo tudo, meu Deus. Por quê? Por que o senhor não pode me deixar ser feliz?

— Filha? — ouvi minha mãe vir até a sala e me ver caída no chão — S/N! O que faz aí? — ela se abaixou ao meu lado e pegou meus braços.

Eu não disse nada, porque não conseguia. Chorava demais e soluçava. Primeiro havia sido o amor da minha vida, agora meu melhor amigo tinha me deixado. Afinal, por quê tudo isso?

— Calma meu amor, vai ficar tudo bem! — Alice tentava me consolar.

[...]

Já maís calma e sentada de volta no sofá, mexia a perna nervosa e fitava um ponto fixo da sala. Minhas mãos ainda tremiam e meus olhos ainda ardiam por conta do choro.

Logo Maria aparece com um copo de água com açúcar e se senta ao meu lado, me entrega o líquido e passa a mão na extensão de minhas costas numa tentativa de me tranquilizar.

— Já está mais tranquila, querida? — sua voz calma ecoa por meus ouvidos, espremo os olhos e suspiro encostando a cabeça em seu ombro.

Seus dedos afundaram em meus fios e um carinho foi iniciado na região. Fiquei em silêncio por alguns segundos e bebi novamente a água.

— Por que eu sou destinada ao sofrimento, Maria? — minha voz sai como um fio, posso sentir Maria ficando confusa e me olhando por cima do nariz.

— Como assim? — questiona tirando a mecha de cabelo que havia caído em meu rosto.

— Isso tudo! — levanto de seu colo para encara-la e passo os dedos sobre minha bochecha limpando a lágrima que escorria — Primeiro o Josh, e agora... O Krys!

— Oh, meu anjo... — ela me abraça e eu me permito desabar em seus braços — Ninguém é capaz de explicar as coisas que a vida faz! — ela fala me acariciando meu cabelo e eu fungo.

— Sei que está sendo difícil aceitar isso agora, a perda dói muito, mas essa dor um dia ameniza e você consegue conviver com ela. — a pele macia de sua mão passava em meu rosto, tirando os resquícios de lágrima existente — Uma vez eu perdi alguém que eu amava muito, sofri por muito tempo até aceitar que a vida exigia continuação... — ela começa a dizer e eu levanto o rosto para observá-la.

— Por que nunca me contou isso? — perguntei curiosa enxugando as última lágrimas em meu rosto.

— Ah, isso aconteceu a muito tempo, eu ainda não trabalhava aqui. — ela diz soltando um sorriso triste.

— Me conta, agora eu fiquei curiosa, e quem sabe, eu me esqueça por um momento disso tudo! — peço me ajeitando no sofá e ela suspira.

— Okay! — respira fundo — Meu filho tinha dezenove anos... — arregalei os olhos e a encarei incrédula, como assim ela tinha um filho? UM FILHO!

— Você tinha um filho? — perguntei surpresa agarrando as mãos da mais velha que reprimiu os lábios.

— Sim, ele era lindo, igual você! — ela fala encarando a parede como se lembrasse do garoto — Pena que a vida me tirou ele muito cedo! — voltou a ficar triste e eu me compadeci.

Obsessive || Josh BeauchampHistórias para pegar e não largar. Descubra agora