Josh Beauchamp
Sentado, com as mãos em punho sobre a boca, olho fixamente para um ponto naquele quarto vazio. Eu estava sozinho, apesar dos meus pensamentos não me deixarem em paz por um minuto se quer. Minha garganta estava seca, meu coração mal bombeava o sangue para o restante do corpo e talvez isso pudesse ser o começo de uma crise de pânico?
Não sei, eu nunca tive essa merda.
O silêncio estava me deixando louco e eu não sabia o que iria fazer quando chegasse lá, iria colocá-lo contra a parede novamente? Correr o risco de iniciar uma discussão e tacar uma bala na cabeça do meu próprio pai por falta de controle?
As perguntas que se formavam em minha mente iriam me deixar fora de mim em pouco segundos. Antes meus problemas eram resolvidos com um simples clique no gatilho e... Puff, sumiam. Mas agora? Meu único problema era a porra do meu passado. Não conseguia parar de pensar nessa merda o tempo inteiro, a especulação de que meu pai estava ocultando vários fatos sobre a real história da nossa família ganha cada vez mais força dentro de mim e isso não é nada bom.
Queria descobrir o porquê, como e quando as coisas tomaram esse rumo. Saber se minha mãe continuava viva ou se esse tempo todo meu pai estava dizendo a verdade e ela se foi a vinte anos.
O que mais mexia comigo além disso era Joalin. Minha irmã também queria saber sobre seu passado tanto quanto eu e, porra, eu não queria contar nada pela metade e a deixar com mais dúvidas que seria possível agora. Ela não merecia isso. Eu iria contar a ela, mas na hora certa.
Primeiro iria tirar a limpo com meu pai e depois sim, contar tudo a ela. Isso não passaria de hoje, eu iria descobrir tudo, seja meu pai quem contasse ou não. Se ele não falasse, se não fosse honesto comigo, eu iria atrás de quem soubesse. Eu juro por Deus que eu iria saber toda a porra da verdade.
Minha perna começou a tremer instintivamente por causa do nervosismo. Comprimi os lábios e respirei fundo pelo nariz. O barulho da porta abrindo ecoou pelo quarto, ouvi-a fechar novamente e uma respiração calma chegar até meus ouvidos.
— No quê está pensando, Beauchamp? — sua voz doce questionou. Estava no lado oposto da cama, de costas para ela.
— Em nada, só tô tentando não enlouquecer. — respondi com as mãos ainda a frente da minha boca.
Ouvi passos se aproximarem mais e pararem ao pé da cama, do lado adversário.
— Você tem que se distrair um pouco, pensar nisso demais não é bom pro seu emocional. — eu tinha ouvido malícia na voz dela? Ah, Smith, não muda mesmo.
Me virei para encara-la e porra, o que era aquele maldito pedaço de pano? Ela queria me deixar mais a beira da insanidade do que eu já estava. Era só assoprar perto de mim que eu iria de encontro ao desfiladeiro.
Minha mandíbula travou, ou melhor, quase rachou de tanto que tive que manter a porra do auto-controle ali. Levantei ficando de pé, deixando meus braços caírem ao lado do meu quadril. Meus olhos desceram por toda extensão do seu corpo, aquelas curvas, ah, Deus, aquelas malditas curvas.
Seu cabelo estava muito bem penteado e sua pele... Parecia que tinha sido recém polida, de tão brilhante que estava. Aquela camisola mal cobria seus seios, quem dirá suas belas pernas. Suas coxas escapavam triunfantes por baixo do pano liso da ceda. Seus mamilos estavam enrijecidos, implorando para serem descobertos.
Essa mulher era minha perdição.
— Me distrair? — perguntei rouco. Porra, a excitação não me deixava agir com sanidade.
Ela deu um sorrisinho daqueles que evidentemente é de vitória. Meu pulmão quase saltou para fora, de tanto ar que segurei ali dentro. Ela podia ser malvada quando queria, perversa, venenosa. S/N Smith era uma delícia de mulher.
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Obsessive || Josh Beauchamp
Fiksi PenggemarS/N Smith é uma adolescente rebelde que não mede palavras. De castigo por ser imprudente, ela não aceita sua punição e sai escondida na noite para qualquer lugar que não fosse seu quarto, e acaba indo para uma boate qualquer. O que não passava por s...
