Acordei com a voz do meu pai na sala, olhei no relógio eram 07:00 da manhã. Por que, esse homem veio tão cedo? Levantei da cama, fiz uma higiente matinal, tomei um banho, troquei de roupa e saí do quarto. Andei pela sala, e respirei fundo pensando no que eu iria enfrentar. — Bom dia pai. — Falei entrando na sala. Ele me ignorou e voltou a falar no telefone.
Fiquei parado, esperando o mesmo terminar de falar no telefone.
— Cadê a menina? — Ele perguntou desligando o celular.
— Trancada no quarto, — Ele me olhou esperando uma explicação. — ela tentou fugir.
— Você é um inconpetente mesmo. — Ele disse pegando as chaves do quarto. — Deveria deixar seu irmão responsável, você sempre foi um inútil mesmo.
— Mas pai..
— Cala a boca.
Ele me olhou pela última vez, e saiu andando pelo corredor, chutei o sofá que estava na minha frente. As outras meninas estavam em outro quarto. Passei enfrente ao banheiro, e ouvi um barulho. Deu algumas batidas na porta.
— Tem gente. — Era a voz da Catarina.
— Saí logo daí. — Falei de forma de grosseira.
Eu sabia que ela estava me escondendo algo, e eu iria descobri. Ninguém me esconde nada por muito tempo. Ela abriu a porta minutos depois, e estava completamente pálida.
— O que foi? — Perguntei, não que estivesse preocupado. Mas sim, porque eu queria saber o que estava acontecendo.
— Na-nada. — Ela gaguejou um pouco.
— Você acha que vai me fazer de idiota até quando? — Falei me aproximando dela e a prescionando na parede.
— E-e-eu, não.... estou de fazendo de idiota. Não é simplesmente nada.
— Quando eu descobri, vai ser pior. — Falei e mantive meus olhos fixados no dela e ela retribui o olhar, mas em seu olhar só tinha uma coisa: Medo. — Vai ser muito pior.
Deixei ela ali e fui até o quarto das meninas, bati na porta e abri a mesma.
— Acordem, e levantem, estejam na sala em 10 minutos. — Falei alto para que todos escultassem.
— Que droga Leonardo! — Ouvi a voz de Ana resmungando. — Chegamos não tem uma hora. Pelo amor de Deus.
— Se vocês acharem melhor. Rodríguez vem acordar vocês. — Falei e dei um sorriso de deboche.
— O que você fez com a Kaila? — Júlia perguntou calmente. Júlia era a única que, ou pelo menos era que menos me estressa e também ela não tentava me irritar.
— Fiz nada, só deixei ela trancada para ela pensar na merda que fez.
— O que ela fez? — Júlia perguntou preocupada.
— Tentou fugir. Acredita? — Falei achando graça.
Deixei elas no quarto e saí. Fui até a cozinha, passei requeijão na torrada, e despejei um pouci de suco de manga que estava na geladeira. Sentei na mesa e comi. Hugo entrou na cozinha, com uma cara péssima.
— Teu pai hoje, está uma maravilha. — Ele falou com ironia e eu ri de leve.
Hugo era a pessoa mais perto de um " amigo " que eu tinha. Era única pessoa que tinha um pouco da minha confiança.
— Me acordou com maior porradão. — Ele resmungou sentando na mesa
— Realmente ele está com um pouco de mal humor. — Falei de boca cheia.
Um pouco?
Acabei rindo, eram raros meus momentos de "sorrisos". Conversamos assuntos aleatórios até terminamos de comer. Ouvimos a voz do meu pai e fomos para sala.
Chegamos na sala, as meninas estavam sentadas, Kaila estava sentada do lado do meu pai e Davi estava parado na porta.
— Então quer dizer, que essa belezura aqui não perdeu o cabaço? — Rodríguez disse e passou a mão na coxa da Kaila, a mesma se encolheu um pouco. — Você vai me render uma boa grana sabe? — Ele disse e passou o dedo em uma de suas bochechas.
— Preciso que você entre em contato com aqueles empresários. — Ele falou direcionado para mim. — E ver o que fizer a melhor oferta.
Assenti, ela matinha os olhos para baixo e mexendo no seus dedos. Kaila era diferente das outras meninas, as outras assim que chegaram, gritavam, faziam escandâlos, era sempre chato isso. Mas Kaila não, ela chorava em silêncio, talvez ela estivesse com medo, e seu medo fosse tão grande que ela não conseguisse expressar da maneira que todas faziam. Mas na realidade, nada disso me importava e muito menos tinha alguma coisa haver comigo.
— Pode voltar para seu quarto. — Meu pai falou para ela.
Ela manteve a cabeça baixa e se levantou indo para o quarto.
— Hoje eu quero você Jaqueline. — A mesma forçou um sorriso. Ela assentiu e seguiu até o quarto. Meu pai foi logo em seguida.
Catarina se encostou na parede, e estava completamente pálida. E do nada, ela caiu no chão. Júlia correu para o lado dela, e eu só fiquei observando.
— Catarina, — Ela sacudiu a mesma devagar. — fala comigo. Pega algo para ela comer, deve ser a pressão.
— Ok. — Ana disse e saiu correndo. Minutos depois ela voltou com um pedaço de queijo e um copo d'água. Júlia fez a mesma tomar. Ela foi acordando aos poucos. — Deve ser o be...
Eu olhei para ela, e ela arregalou os olhos como se tivesse falado algo errado.
— Termina Ana. Deve ser o que? — Falei sério.
Ela olhou para Júlia que mantinha um olhar que iria matá-la a qualquer momento. Fiquei olhando aquel situação. E pensei, nos desmaio, na cen que vi hoje de manhã. Olhei para Catarina, e ela estava um pouco mais, digamos que com mais corpo do que ela realmente mantinha.
— Ela está grávida. — Falei firme e baixo.
— Leonardo, pelo amor de Deus, não conta para seu pai. — Ana disse quase ajoelhando.
Ouvi alguns passos leves atrás de mim. Era leves demais para ser meu pai.
— E vocês esperam o que? Que eu esconda isso? E você acha que ele nunca vai descobrir? — Falei sendo óbvio.
Senti uma mão no meu ombro, olhei para trás e era a Kaila. Olhei para ela, mas ela olhava dentro dos meus olhos. Aquele olhar me deu uma sensação estranha.
— Só um pouco, ela não está bem. Seu pai só vai piorar tudo. — Ela falou calma demais para aquela situação. — Apesar de você não ter coração, como você mesmo disse. Só um pouco de humanidade.
Eu permaneci olhando aqueles olhos verde-esmeralda. Que por algum motivo me manteve presos á ele. Seus olhos estavam tristes, eu não precisava saber o motivo deles estarem assim, na realidade foi por culpa minha. Culpa? Desde quando eu sinto culpa? Ouvi meu nome ser chamado. E alguma coisa que me dizia, que não era a primeira vez que ele era pronunciado.
— Só ela se sentir melhor. — Falei e desviei meu olhar do dela.
Ana e Júlia me olharam surpresas. Talvez pela minha atitude humana, que não combinava muito com as minhas atitudes normais. Deixei elas e sai da sala, indo para o quintal.
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Proibida pra mim.
RomanceDizem que a frieza é uma saída pra quem já sofreu demais. Talvez seja por isso que Leonardo seja assim, talvez seja isso o motivo que ele não nutri sentimentos. Ele talvez possa ter se transformado nisso, depois que sua mãe morreu ou pode ter sido t...
