Capitulo 2

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Saí de casa e entrei no carro do meu pai. Fomos o caminho rindo, conversando e ele como sempre dando suas recomendações.

- Qualquer coisa me liga tá? Juízo. - Ele disse e beijou minha bochecha.

- Ta bom seu Kaio. - Falei rindo e ele me olhou feio, ele não gostava que eu chamava ele assim.

Desci do carro, na frente da boate estava com bastante gente, a maioria era o povo da escola. Entreguei meu convite e entrei, a música estava alta, olhei ao redor procurando minhas amigas, mas acabei esbarrando com o Mateus.

- Puta que pariu, isso é tudo meu mesmo?! - Ele passou o olho por todo o meu corpo e mordeu o lábio inferior.

Eu o olhei de cara feia, ele sabia que eu não gostava de palavrão, achava isso uma coisa tão feia.

- Fica mais linda ainda, com essa cara de bravinha. - Ele falou e me roubou um selinho.

- Você é muito idiota amor. - Falei e ele passou o braço pela minha cintura. - Você viu as meninas?

- Mariana estava se pegando com o Lucas e a Clara, estava no bar a última vez que vi. - Ele falou e ficou alisando minha cintura.

- Essa que é tua mina? Que isso ein, tirou sorte grande. - Um menino chegou dizendo.

- Mas respeito Théo, - Mateus disse sério e eu dei um sorriso sem graça - e é, essa é minha namorada.

- Foi mal cara. Vou ver umas gatinhas por aí. - Ele se despediu e saiu de perto.

Começou tocar umas músicas, dancei um pouco com o Mateus, nada indecente, se esfregando, eu não sou assim.

- Você chega e nem vem falar comigo, é isso mesmo sua vaca? - Ouvi a voz da Mariana atrás de mim.

Antes de responde-la, dei um abraço apertado na mesma.

- Mateus disse que você estava com o Lucas, não quis atrapalhar. - Falei e ela deu um sorriso sem graça e bateu de leve no braço do Mateus.

- Fofoqueiro. - Ela disse séria, mas sabíamos que era brincadeira. - Clara está completamente bêbada - Ela disse rindo e eu neguei com a cabeça em sinal desaprovação.

- Deixa a menina ser feliz. - Mateus deu de ombros e riu ao vê-la dançando feito uma louca.

- Vou ver meu amor, beijos. - Ela disse e mandou um beijo no ar.

- Amor, vamos lá no carro? É rapidinho. - Mateus falou no meu ouvido.

- Você veio de carro Mateus? - Perguntei brava e ele riu.

Os pais deles viajaram, e deixaram os carros. Se eles soubesse mataria-o. Ele ficou por cuidados de seus avós, mas eles já eram idosos, e Mateus conseguia fácil passar a perna neles.

- Vamos logo. - Ele segurou pela minha mão e saiu me puxando.

Saímos da boate, e atravessamos a rua. Seu carro estava parado enfrente a boate, ele destravou o carro e abriu a porta para eu entrar. Entrei no carro e ele entrou do outro lado.

- Fala, o que você quer. - Falei nervosa.

Não queria ficar ali sozinha com ele, trancada.

- Só queria ficar a sós com você um pouco, não posso? - Ele falou e passou o nariz do seu pescoço. Senti um leve arrepio.

- Mateus... - Eu disse me afastando.

- Calma amor, não vou fazer nada que você não queira. Não vou te obrigar a nada, só queria namorar um pouco. - Ele falou aproximando seus lábios dos meus.

Nos beijamos, o beijo do Mateus era sempre bom. Só que o hoje tinha algo diferente, havia uma coisa que eu não estava acostumada. Suas mãos passaram pela minha coxa e deu leves apertões, confesso que não era ruim, mas eu estava com medo. Sempre ouvi que era uma dor insuportável, eu não queria agora, não aqui, dentro de um carro. Posicionei minhas mãos no seu peitoral e o afastei devagar.

- Aqui não Mateus, me espera só mais um pouco. - Falei baixo.

Ouvi ele respirar fundo.

- Tudo bem, Kaila. Tudo bem. - Ele abriu a porta do carro, me deixando ali sozinha.

Eu já queria chorar. Mas respirei fundo, abri a porta do carro, e saí. Na hora que eu ia atravessar a rua, parou um carro preto, saiu dois caras de dentro do carro, estavam encapuzados. Foi tudo tão rápido, um pano tapou meu rosto, inalei um cheiro forte, tentei me debater, mas era em vão, meus olhos foram fechando, meu corpo foi ficando mole.

Proibida pra mim.Onde histórias criam vida. Descubra agora