Arthur veio nos chamar, que pelo o que entendi, meu pai queria que fôssemos para o seu quarto. Não sei porquê mas me deu uma sensação ruim. Entrei em seu quarto, Arthur estava sentado em uma cadeira, meu pai estava sentado na cama, Kaila ao seu lado.
- Senta ali. - Apontou para uma cadeira que estava em frente a cama.
- O que está acontecendo aqui? - Perguntei.
- Você já vai saber.
Meu pai deu aquele sorriso irônico dele, que chegava dá raiva.
- Kaila, fica em pé. - Eu não estava entendo merda nenhuma.
Kaila fez o que ele pediu, ficou em pé.
- Tira a roupa. - Ele continou. Eu não sei a cara que eu fiz, mas seu sorriso ia cada vez ficando mais largo. Kaila estava assustada, eu sei que ela queria me pedir ajuda, mas ela estava em evitando de me olhar.
- Anda porra, tira essa roupa. - Ele gritou.
- O que você tá querendo com isso? - Arthur perguntou.
- Só fala aqui, quando eu mandar falar.
- Não vai me obedecer não?! - Era visível o medo que a Kaila estava sentindo. Ele levantou ficando em sua frente e rasgou sua roupa. - Assim que eu quero você, nua.
- O que você está fazendo? - Tentei manter a calma e não deixar transparecer a raiva que eu estava sentindo.
Kaila se encolheu, ela estava chorando em silêncio. Eu não ia conseguir me controlar. Arthur estava agoniado ao meu lado, percebi porque ele estava estalando os dedos, ele só faz isso quando ta nervoso.
- Vocês vão me falar a verdade ou não?
- Não tem nada para ser dito. - Falei.
- Vocês não entenderam que eu não estou brincando né?!
- Não precisa fazer isso com ela.
- Está preocupado por que Leonardo?
- Só acho desnecessário.
- Você não tem que achar caralho nenhum.
Ele segurou o braço dela, e jogou-a na cama. Não, ele não ia fazer isso. Respirei fundo, contei até 10, nada estava me tranqüilizando. Ele mesmo tirou sua roupa.
- Não, por favor. - Kaila chorava.
Quando eu ia levantar, Arthur segurou no meu braço e fez que não com a cabeça. Não entendi, mas me soltei do braço dele. Lembrei do meu sonho, eu deveria protege-la.
- Para essa merda. - Gritei.
Ele me olhou com aquele mesmo sorriso no rosto.
- Senta naquela cadeira e assisti ou eu vou mata-la, não vai fazer tanta falta assim.
Cada toque que ele dava nela. Meu corpo estava fervendo de raiva, nojo e vontade de mata-lo. Kaila estava chorando, e quando ela conseguia me olhava com aquele olhar de desespero, que a realidade estava me deixando desperado. Eu não aguentei, levantei, caminhei até ele e o puxei, jogando-o no chão.
- Tira a mão dela. - Ele me olhou com aquele sorriso, que ele ainda mantinha no rosto.
Ele se levantou do chão, rindo ainda, vestiu sua cueca e se aproximou de mim.
- Você acha que me conhece. Você não tem noção do que eu sou capaz.
- Pior que eu tenho. - Afirmei.
- Está apaixonadinho é? Eu sabia que eu iria descobrir a verdade. Você acha que iria me fazer de idiota por muito tempo? - Mantive meus olhos fixos no dele. - Arthur saí do quarto.
- Mas pai...
- Sai daqui. - Ele gritou.
Arthur assentiu e saiu do quarto. Desviei-me dele e caminhei até a Kaila. Ela chorava sem parar. Abracei a mesma, ela segurou no pescoço com força.
- Eu to aqui. - Falei baixo.
Rodriguez mandou chamar dois caras, eu não entendi para quer que era, mas sinceramente? Eu não queria saber, eu só precisava tirar a Kaila daqui.
- Você acha mesmo que vai ficar por isso mesmo?
- O que?
- As coisas não são fáceis assim, Leonardo. Eu tentei te criar para virar um homem corajoso, mas a sua mãe te estragou e te transformou em um fracassado.
- Não fala da minha mãe, seu merda. - Larguei a Kaila e me aproximei dele.
- Vai fazer o que me bater? - Debochou.
- Eu vou matar você.
- Nossa! Como ele está bravo. Eu faço com você o mesmo que fiz com sua mãe.
- Do que você está falando?
- Não estou com paciência para piti seu. - Não. Ele não pode ter feito o que eu pensei. Minha mãe. Ele. Não pode ser. - Digão o amarra na cadeira.
- Você é um doente. - Cuspi as palavras.
Digão e mais um cara se aproximaram de mim, eu tentei me soltar, mas eles eram quase dobro de mim, então com certeza, não deu para mim.
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Proibida pra mim.
RomansaDizem que a frieza é uma saída pra quem já sofreu demais. Talvez seja por isso que Leonardo seja assim, talvez seja isso o motivo que ele não nutri sentimentos. Ele talvez possa ter se transformado nisso, depois que sua mãe morreu ou pode ter sido t...
