- Cala merda dessa boca. - Gritei. - Você sabia que eu tinha orgulho de você? Não sei qual a merda que eu tinha na cabeça, sinceramente, eu não sei. Queria ser o orgulho do grande Rodriguez. - Dei uma risada irônica.
- Você nunca vai ser igual seu irmão.
- Que Deus escute isso, que eu nunca seja igual nenhum de vocês dois.
-Deus? Desde quando você acredita em Deus?
- Desde que eu conheci o próprio capeta.
- Esse Capeta seria eu? Nossa que honra. - Debochou. - Agora vamos parar com esse teatro aqui, abaixa essa arma.
- Você acha mesmo que eu estou brincando?
- Você não seria capaz.
- Realmente você não me conhece. - Apertei o gatilho, acertando um tiro em seu braço esquerdo. - O que você fez com a minha mãe?
- Ela era uma vadia. - Apertei o gatilho novamente, aceitando sua perna dessa vez.
- O QUE VOCÊ FEZ COM ELA?
- Só dei o que ela merecia. Ela merece estar onde ela está.
- Isso é pela minha mãe. - Atirei em sua outra perna. - Isso é pela Kaila. - Atirei em sua barriga. - E isso é por mim. - Atirei em coração.
Ele caiu no chão desacordado. Eu matei meu pai. É isso que acabei de fazer. Confesso que apesar de eu ser quem eu era, eu nunca matei ninguém na minha vida, fiquei perturbado, minha mente estava agitada, não sei muito que pensar. Só sei que quando souberem que ele estar morto, e descobrirem que fui eu, eles vão me caçar até me verem morto. Apesar de meu pai ser o cabeça de tudo isso, ele nunca trabalhou sozinho, pessoas importantes, estavam metidos nisso. Abri a porta do quarto, e saí, fui até o quarto das meninas, Ana e Jaqueline estavam sentadas no chão chorando.
- Vocês precisam arrumar algumas coisas, e virem comigo.
- Catarina... ela... - Ana voltou a chorar.
- Eu não posso fazer mais nada por ela, só que se vocês quiserem sair daqui, venham comigo, agora.
- O que aconteceu? Os barulhos de tiro, o que foi aquilo? - Júlia estrou no quarto.
- Júlia, o Hugo cadê ele?
- Ele estava na cozinha.
- Chama ele aqui agora.
Ela saiu do quarto, e as meninas me olhavam assustadas.
- Mas que inferno, dá pra vocês arrumarem as coisas de vocês. - Gritei.
Elas começaram a se movimentarem pelo quarto, e cada uma foi arrumando suas coisas. Kaila estava quieta, é obvio que eu sabia o motivo.
- Vocês vão sair pelos fundos, não vão todas de uma vez, para não chamar atenção.
- Mas o que está acontecendo? - Jaqueline perguntou.
- Eu vou levar vocês, de volta para casa.
Jaqueline jogou um lençol em cima do corpo da Catarina, cada uma pegou sua bolsa, Hugo apareceu no quarto.
- O que aconteceu Leonardo?
- Eu o matei... eu matei. - Respirei fundo.
- Quem? Você matou quem?
- Meu pai, eu matei meu pai.
- Leonardo...
- Vamos embora daqui, agora.
- Tem certeza?
- Nunca tive tanta certeza, em toda minha vida.
Fui para o quintal, verifiquei quem estava por ali, provavelmente eles foram com Arthur. Autorizei a saída das meninas, saiu uma de cada vez. Disse para Hugo onde ele deveria leva-las.
- E você? - Ele perguntou.
- Eu preciso ter certeza que ninguém vai nos seguir, agora vai logo.
Ele ficou me olhando por alguns instantes, e ergueu a mão para eu apertar. Segurei em sua mão, apertamos com firmeza, mas ele me puxou para um abraço.
- Estou contigo irmão. - Ele falou, e me soltou.
Assenti e fiz sinal para ele seguir em frente, ele me deu as costas e seguiu pelo caminho. Olhei ao redor e voltei para casa, estava tudo normal. Peguei meu celular, recarreguei a arma, estava tudo limpo, dava para eu ir tranquilamente, na realidade, não tinha nada de tranquilo nessa situação.
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Proibida pra mim.
RomanceDizem que a frieza é uma saída pra quem já sofreu demais. Talvez seja por isso que Leonardo seja assim, talvez seja isso o motivo que ele não nutri sentimentos. Ele talvez possa ter se transformado nisso, depois que sua mãe morreu ou pode ter sido t...
