Cochilamos, acordei eram 17hrs00min. Estava quase na hora ou talvez já estivesse na hora. Levantei da cama devagar, fui até o banheiro, liguei o chuveiro e entrei debaixo do mesmo. Ouvi o barulho de a porta abrir, olhei para trás, Kaila estava parada de braços cruzados e de bico.
- Por que não me chamou para vim tomar banho com você?
- Você estava muito bonitinha dormindo.
- Idiota.
Ela entrou no Box e se aproximou de mim, envolveu suas mãos em meu pescoço e me beijou. Não aconteceu nada demais, ficamos brincando de passar shampoo no cabelo e fazer penteados, era muito idiota, mas fez ela rir, então estava valendo qualquer parada. Terminamos, desliguei o chuveiro, me sequei e dei a toalha para ela. Voltei para o quarto, coloquei uma cueca, a bermuda e camisa, calcei meu tênis. Minutos depois ela abriu a porta do banheiro.
- Vai sair? - Ela perguntou.
- Daqui a pouco.
- Vai para onde?
Ouvi alguns barulhos de portas sendo arrombadas. Kaila se assustou com os barulhos e me olhou.
- Você vai pra casa. - Forcei um sorriso, e ela me olhava sem entender. Aproximei-me dela, levei minha mão em seu rosto e acariciei o mesmo. - Se cuida. - Dei um beijo em sua testa.
- O que está acontecendo Leonardo? - Os passos firmes foram se aproximando, e eu sabia que aquilo significava. - Eu não estou entendendo, que barulho é esse.
- Eu amo você pequena. Obrigado por me fazer enxergar a vida com outros olhos, por me fazer uma pessoa melhor. - Segurei em seu queiro, ergui o mesmo selando seus lábios em seguida.
- Leonar... - Antes que ela pudesse terminar, a porta foi arrombada, fazendo ela se assustar e olhar para porta.
- Leonardo Silveira você está preso. - Um policial disse com arma apontada para mim.
Kaila me olhava sem acreditar no que estava acontecendo, ele me encostou na parede, me revistou, e por fim me algemou.
- Vem, sua família está lá embaixo. - Um policial disse, jogando uma espécie de manta nos ombros da Kaila.
- Eu prometi que você ia para casa, nem que pra isso eu tinha que me fuder, lembra? - Ela estava chorando. Talvez nem ela percebeu que ela estava chorando.
Policial me guiou até sairmos do quarto, desci as escadas. Ao chegar do lado de fora, pude perceber que havia vários carros de policia. Ana estava abraçada a uma senhora que deveria ser sua vó, Júlia estava abraçada á um casal, que eu acho que eram seus pais. Jaqueline estava abraçada a um homem, que chorava bastante, não consegui identificar o que ele era. Havia um casal e um garoto parado, deveria ser a família da Kaila, deveria não, com certeza era. Kaila era igual à mãe, o cabelo, os olhos. Aproximei-me do camburão, Hugo já estava lá dentro de cabeça baixa. Policial segurou na minha cabeça, e me empurrando para dentro, entrei no mesmo, me sentei na frente do Hugo, ele me olhou e assentiu.
- Fizemos a coisa certa. - Ele falou e eu assenti.
Eles desceram a porta, trancando a mesma. Mas eu ainda tinha vista de lá de fora, avistei Kaila saindo, ela correu e abraçou a mulher, o abraço deve ter demorado minutos, em seguida ela abraçou um homem, que também foi um abraço demorado. Por último e mais doloroso, ela abraçou o menino, ele a beijou. Mas estava tudo certo, ela deveria seguir a vida dela, nós nunca iriamos ter uma chance.
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Proibida pra mim.
Roman d'amourDizem que a frieza é uma saída pra quem já sofreu demais. Talvez seja por isso que Leonardo seja assim, talvez seja isso o motivo que ele não nutri sentimentos. Ele talvez possa ter se transformado nisso, depois que sua mãe morreu ou pode ter sido t...
