N/A: Demorei, mas voltei!!!
Uma pequena esperança
Rubí
Hoje completam quatro dias que minha irmã e meu filho estão desaparecidos e nessa altura do campeonato a mídia já estava sabendo e tudo virou um caos, minha mãe chegou à cidade ontem e eu tive que buscá-la na rodoviária e levá-la para meu apartamento, não seria justo hospedá-la na casa de Lisa. Encarar minha mãe trouxe em mim todo um mundo de sentimentos, mas ao contrário do que eu esperava, ela apenas me abraçou forte como se eu fosse pequena e frágil e para ser sincera era assim que eu me sentia. Com a visita Carolina resolveu voltar para casa e eu fiquei mais tranquila por ela ter mais alguém para lhe ajudar a passar por isso já que eu viraria noites na casa de Lisa estudando cada mínima pista que pudessem me levar até eles.
Acordei assustada com o barulho da porta percebi que havia cochilado em cima de algumas pastas na mesinha de centro de Lisa.
_ Desculpe não quis te acordar, trouxe comida espero que esteja com fome.
_Obrigada, mas não estou com fome que horas são? – Ainda me sentia grogue e com uma dor de cabeça chata.
_Quase 19h, sei que não que comer Rubí, mas saco vazio não para em pé vem vamos para mesa! – Insistiu Lisa se adiantando até a mesa de jantar que ficava em um cômodo entre a sala e a cozinha.
Me levantei e me obriguei a ir até ela eu não sentia fome, mas sabia que precisava me alimentar, não lembrava quando foi a ultima vez que comi e confesso que já estava me sentindo fraca, Lisa havia trago comida brasileira o que consistia em arroz, feijão preto, carne e batas fritas além de salada verde e algo esfarelado que ela me contou ser farofa, nunca havia comido aquele tipo de tempero nem culinária, mas abriu meu apetite e com toda certeza seria a minha favorita. Jantamos em silencio eu não queria saber nada sobre o trabalho e Lisa parecia mais interessada no seu celular, às 20h Enzi e González trouxeram cópias dos materiais que conseguiram no setor de desaparecidos e começamos a trabalhar fomos interrompidos pelo meu celular que começou a tocar e estranhei alguém me ligar naquele horário, mas preocupada com minha mãe e Carolina resolvi atender.
_Valdez!
_ Já sabe quem eu sou?
Assim que percebi que falava com um dos bandidos, coloquei no viva voz e pedi silêncio.
_Quem está falando?
_Ora que graça teria se eu te contasse?
_É você quem está com minha família seu miserável? O que quer? – Minha ira ia se acumulando em cada palavra, a voz robotizada do outro lado gargalhou.
_Se eu estivesse na sua posição teria mais cuidado como fala, porque posso muito bem lhe entregar um pedaço desse moleque ou da sua irmã irritante, sabia que ela é bem raivosa?
Minha mente trabalhava rápido analisando o que o sequestrador falava, se ele me ameaçou em machucá-los é porque ainda estão vivos então mudei a postura para tentar ouvir algo no fundo ou fazer ele me dizer o que desejava.
_Está bem! Você tem razão, farei o que for, mas, não os machuque me diga o que você quer? Eu farei qualquer coisa! – Enquanto eu falava gesticulava para que alguém gravasse o que o bandido dizia.
_Ah Rubí você não sabe o quanto esperei para ouvir o seu desespero, sentir a dor em sua voz, me diz como esta o pintor? Sobreviveu? Ele foi um presente para você sabia?
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A Detetive
RomansaSe me perguntassem qual era meu sonho quando eu tinha 12 anos eu diria que seria ser psicóloga como meu pai, porém aos 13 anos eu desisti de entender as pessoas, quando meu pai morreu na minha frente em um assalto esse sonho mudou. A partir de então...
