(...)
Como eu disse Murphy me adora, que dia incrível.
Passei meus dedos indicadores dos dois lados da cabeça e suspirei, não tinha muito o que fazer então entreguei o formulário e comecei a ir até a porta quando a mulher voltou a falar me fazendo me virar e encará-la.
_ E a propósito meu nome é Carolina e mil desculpas por hoje mais cedo, queria poder me desculpar melhor, sua blusa deve estar arruinada.
"Então ela lembra? Bom saber que tem princípios".
Levantei as sobrancelhas fingindo surpresa
- Oh! Era você? Que mundo pequeno não? Bom ela está mesmo, mas não se preocupe tenho outras iguais.
Carolina sorriu e me fez prestar mais atenção em seu rosto, era branca de cabelo liso preto cortado de uma forma acho que chanel só que longo até a altura do ombro. Olhos azuis penetrantes e um sorriso bonito. Bom...Ela é bonita e elegante o que me fez perceber como eu estava vestida, calça jeans, camisa de gola v branca onde meus óculos Ray- Ban pretos descansavam e a jaqueta do departamento que escondia o coldre com minha pistola e distintivo. Ela ruborizou de novo e ia dizer algo mas meu celular tocou e tive que sair da sala para atender.
_ Detetive Valdez.
_ Oi Valdez aqui é o Enzi recebemos um código 9 estou passando o endereço por sms eu e Gonzáles já estamos a caminho.
_Tudo bem estou a caminho.
Parti imediatamente para o píer da cidade onde já encontrei a área isolada, mal eu tinha solucionado um caso e infelizmente já havia outro corpo, mostrei minha identificação a um guarda e passei pela faixa amarela de proteção, me aproximei de onde a vítima foi achada.
_ Ei meninos? O que temos?- Disse chamando a atenção dos dois detetives a minha frente.
Tafari Enzi era negro alto e musculoso, careca por opção ele dizia que cabelos davam trabalho então raspava tudo, lembrava um lutador de boxe, sua especialidade era em interrogatórios, não sei se os culpados confessavam por medo ou por ele ser bom de argumentos. Roberto Gonzalez era mais baixo que Enzi, pele clara, cabelos bem cortados e moldados a gel, olhos castanhos esverdeados e o corpo mediano, sua especialidade era achar pistas em lugares que ninguém pensaria em procurar e um sexto sentido aguçado. Ambos formavam uma dupla dinâmica e inseparável.
_ Olá Valdez, bom até o momento parece um caso de suicídio. - Disse Gonzáles me dando luvas descartáveis.
_ E onde está o corpo?
_ É isso que nos incomodou quando chegamos, venha é por aqui. - Disse Enzi me conduzindo para o meio do píer onde o corpo estava deitado e sendo examinado pela legista.
_ O Corpo foi encontrado boiando perto desta área, porém, como pode ver há marcas em seu pescoço e nos tornozelos. - Concluiu Enzi.
_ Estão fazendo uma busca na água para ver se encontramos algo útil. - Disse Gonzáles.
_ Entendi, encontraram alguma identificação? Algo perto do píer ou da praia?
_ Ainda não, mas estão vasculhando. - Concluiu Gonzáles.
_ Enzi, procure por câmeras de segurança perto do píer e nas proximidades.
_ Tudo bem.
_ Gonzáles, tire depoimentos das pessoas das barraquinhas de comida lá atrás, veja se consegue algo com eles.
_ Sem problemas.
Enquanto os dois saiam para suas funções aproveitei para falar com a legista, em uma conversa rápida ela me adiantou que a vítima era uma mulher de entre 22 e 25 anos e que pelas condições do corpo havia morrido em no máximo 12 horas, mas precisaria de um exame mais técnico para ter certeza, o que levava a concluir que o assassinato ou o suicídio que eu achava ser pouco provável foi por voltas de 00:00h e 2h da manhã, anotei o pouco que ela disse e a liberei para que ela levasse o corpo para autópsia, de qualquer forma só após esse procedimento eu teria mais pistas de onde começar a procurar. Passei mais algum tempo na cena do crime, mas lugares públicos são difíceis de achar algo sólido eu ia ter que contar com as imagens das câmeras e se González conseguisse alguma testemunha, fora isso era ter que esperar para começar uma investigação mais a fundo, conversei com outros policiais para entender melhor a cena em que me encontrava mas eles garantiram que não havia nada de anormal exceto a vítima. Olhei em meu relógio e já eram quase 13h da tarde, pedi para que assim que conseguissem o que pedi me avisassem e aproveitei para voltar ao consultório da psicóloga.
Cheguei por volta das 13:30h e a secretária não estava, me sentei ainda pensando nesse novo caso e comecei a tentar formar o quebra cabeça mas não deu em nada. Por volta das 14h a doutora me atendeu e passei cerca de 40min tentando fazê-la assinar minha "alta" para que eu pudesse voltar ao departamento, porém só consegui que ela me colocasse para ter consultas regulares todas às quintas- feira de 16h às 17h, para acompanhamento. Quando sai da sala a secretária já havia retornado e sorriu ao me ver, sorri amarelo para ela e fui embora . "Eu não sei porque ela tem que ser tão sorridente".
Meu dia fora cheio demais e não voltei ao departamento, se meu chefe queria me fazer passar por uma psicóloga ele que esperasse os relatórios então, seguindo este pensamento segui para meu apartamento, mas antes iria passar na minha cafeteria preferida e comprar um café duplo com dois donuts e só depois ir para meu apartamento curti o resto do meu dia sozinha o que consistia em trabalhar até meus olhos arderem.
Notas da autora:
Olá, se você chegou a ler até aqui quer dizer que gostou e eu fico muito feliz e grata, continuem lendo pois ainda tem muita coisa para acontecer...
**** Temos um instagram dedicado a nosso livro sigam lá @isissm052/A Detetive e vamos bater um papo!!!
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A Detetive
RomansaSe me perguntassem qual era meu sonho quando eu tinha 12 anos eu diria que seria ser psicóloga como meu pai, porém aos 13 anos eu desisti de entender as pessoas, quando meu pai morreu na minha frente em um assalto esse sonho mudou. A partir de então...
