Capitulo 38

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—Meninas, precisamos nos unir mais do que nunca agora. — disse Ginny, quando saíam da sala de adivinhação. As outras duas concordaram com a cabeça.

—Eu consegui mais uma Horcrux. — sussurrou Hermione para as outras duas. Elas pararam no corredor deserto e esperaram Hermione continuar. Ela puxou o lenço do bolso e mostrou o anel que estava enrolado dentro.

—Temos que descobrir urgentemente como destrui-las. — disse Luna. — Não será fácil. Vamos à biblioteca?

Caminharam em silêncio até lá. Sentaram-se com pilhas e pilhas de livros, mas nenhum deles dava a resposta.  

Hermione levantou-se frustrada e saiu andando, deixando as duas para trás. Pôs o anel em seu dedo e ficou contemplando algum tempo. Sentiu raiva. Determinação. Caminhava entre os corredores quando viu Malfoy.

Ele estava de costas para ela, não a viu. Ela, sem pensar tuas vezes, estuporou o garoto. Correu até o corpo inerte e procurou nos bolsos dele o medalhão.

Encontrou-o, envolto num lenço branco. Sentiu seus, ainda não cicatrizados, cortes arderem. Ficou agaixada ao lado de Malfoy por um tempo, esperando a dor passar.

Olhou para o garoto pálido à sua frente. Olhos fechados, a respiração tão fraca que era quase imperceptível. Sinta um turbilhão de emoções quando olhava pra ele. Sentia dúvida.

Mas era disso que ela gostava. Do furação. Da tempestade.
Nunca gostou de coisas muito calmas, se sentia entediada.

Deu-lhe um rápido beijo nos lábios e arrastou-o até a sala precisa, agora vazia. Colocou Malfoy em um dos colchões e saiu da sala novamente.

Voltou para a biblioteca e as amigas ainda estavam lá. Aproximou-se das duas e jogou o medalhão no colo da ruiva. Ginny se assustou, assim como Luna.

—Cada uma de nós agora possui uma horcrux. Eu não sei se você percebeu, Luna, mas a horcrux nos deixa mais... — começou Herione, mas fez uma pausa, não conseguia encontrar a palavra certa.

—Malvadas. — completou a amiga.

—Isso. — concordou Hermione. — Nós podemos, e devemos, usar isso a noso favor. Coloque o medalhão, Ginny.

A ruiva não hesitou. Luna também pegou dentro do bolso o diadema e pôs na cabeça. Hermione pôs de volta o anel.

—Temos que achar Harry Potter. — disse Ginny.

Levantaram e sairam pelas portas da biblioteca com determinação. Por uma janela, puderam perceber que já era noite.

Hermione achou estranho, se sentiu perdida. A guerra faz isso com as pessoas. Tira a noção do tempo.

Foram até a sala comum da Grifinória, uma boa parte dos alunos estava lá.

—Alguém viu Harry? — perguntou Hermione, e ninguém o tinha visto. Subiram até os dormitórios, Luna acompanhava as duas grifinórias. Não havia sinal de Harry, nem de Ron, nem de Neville.

Voltaram.

—Harry Potter sumiu. — gritou Ginny ao pé da escada. E os alunos, que já estavam agitados, agora praticamente surtaram.

Hermione teve que usar seu tom autroritário. E agora, sob efeito do anel, parecia ainda mais mandona, mais poderosa. Mais.... letal? É, pode ser; mas não precisou muito para que os alunos ficassem quietos novamente. Bastou assoviar.

—Quero que todos vocês calem a boca agora e façam exatamente o que eu mandar. — disse ela, sob os olhares atentos. Puxou a bolsinha de contas e de dentro dela tirou as moedas que havia enfeitiçado para a Armada de Dumbledore. Ginny sorriu.

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