Capítulo 23

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Todos os presentes no terrível acontecimento estavam agora em absoluto silêncio no Largo Grimmauld. O únicos ruídos audíveis eram do quadro da Sra. Black, que constantemente reclamava sobre sangues-sujos e traidores do sangue em sua casa.

A cada hora, Dobby e Monstro apareciam oferecendo chás, ou bolos de carne. Mas ninguém sentia como se o momento pedisse chás ou bolos de carne.

Hermione estava refazendo seus curativos e os de Malfoy. Conseguiram salvar o garoto antes que os comensais o capturassem, mas alguns dos seus pontos abriram. Por sorte, maior parte dos ferimentos dele já estavam cicatrizados.

Hermione sorriu, pensando que seus pais sentiriam orgulho de ver como ela sabia dar pontos em pessoas, mas logo fechou o sorriso. Seus pais correm perigo. Terminou de enrolar as ataduras em Malfoy e desceu as escada silenciosamente.

—Senhor Weasley. — chamou num sussurro.

—Sim? — ele pareceu ter saído de um transe.

—Leva-me em casa? Meus pais correm perigo agora que a guerra começou. — ela disse ajoelhando ao lado da cadeira ocupada por Arthur. Malfoy desceu as escadas e observou a cena. Todos sentados em silêncio. Era como um velório.

—O que pretende fazer? — ele perguntou se apoiando nos cotovelos.

—Um feitiço de proteção. — disse levemente insegura. Malfoy se juntou a eles.

—Vou com vocês. — disse em tom baixo.

—Melhor não, é perigoso. — Arthur disse.

—Ninguém aqui me aceita, só vocês dois. — disse num suspiro.

—Tudo bem, pode vir. Mas se algo acontecer, aparte para cá, não se preocupe conosco. — Hermione disse, deixando Sr. Weasley surpreso.

—Não mesmo.

—Essa é a condição, Malfoy. — Hermione respondeu autoritária, dando um fim na discussão.

—Ok. Eu aceito sua condição.

Levantaram-se e seguiram em silêncio até o carro. Hermione, ao sentar-se no banco do carona, fez uma breve viagem astral até sua casa para ver se estava tudo bem. Seus músculos relaxados, olhos fechados e sentiu desprender-se do corpo. Olhou para trás e se viu deitada. Achou engraçado.

Enfim chegaram na casa dos Granger, Arthur ficou esperando na porta da casa, de guarda. Hermione e Malfoy entraram. Hermione seguiu em silencio até o seu quarto com Malfoy às suas costas e sentiu vontade de chorar. Não veria mais seu quarto, seus livros, suas coisas. Nunca mais.

Pegou suas coisas e as guardou na bolsinha. Seguiu silenciosa até o quarto dos pais e abriu a porta devagar. Estavam dormindo abraçados. Hermione sorriu, e sussurrou um "Eu amo vocês".

Ficou ali alguns minutos contemplando seus pais. Deu um sorriso triste e pegou a varinha no bolso do casaco.

—O que vai fazer? — Malfoy perguntou. Ela se virou para ele e sorriu tristemente.

—Proteger meus pais. — disse. — Obliviate. — apontou a varinha para o casal à sua frente e viu os filetes prateados de memória voando até sua varinha. Eles não mais se lembrariam dela. Não seriam mais seus pai, e ela não seria mais a Granger. Seria apenas Hermione.

Ela soube nesse instante, que nada mais voltaria a ser o que era. Se sentiu sem chão e chorou silenciosamente. Malfoy a abraçou.

—Pode fingir que isso não aconteceu, se quiser. Mas você precisa de um abraço tanto quanto eu. — disse baixo, ela apenas concordou com a cabeça. depois de um curto tempo, se separaram. Ela secou as lágrimas com as mangas do casaco e desceu as escadas.

Voltaram para o  carro, e depois para casa, no mesmo silêncio com que vieram até a casa dos Granger. Hermione num silêncio perturbador, deixou Sr. Weasley preocupado, mas Malfoy o advertiu à esquecer o assunto. Não faria bem a ela ficar relembrando.

Chegaram na antiga Mansão Black, agora "Mansão Potter" e cada um foi para um lado. Senhor Weasley voltou para a sua habitual cadeira. Hermione subiu para o quarto e se trancou la dentro. Precisava dormir. Malfoy arrumou o sofá e se preparou para dormir nele.

Pouco a pouco, os que estavam acordados foram dormir. Começava uma nova era no mundo bruxo, e eles precisavam de energia para enfrenta-la.


O dia se inicia e todos na casa já estão acordados. O grupo se divide em dois, e a metade vai para A Toca ver o que conseguem salvar. Outra metade fica estudando formas de destruir horcruxes.

—Harry, acho que devemos usar a espada. — Hermione fechou o livro que lia.

—Faz sentido, Hermi. Mas como vamos pegá-la? Ninguém sabe onde se encontra. — disse ele e a garota bufou.

—Então devemos nos preocupar em encontrar as Horcruxes primeiro. Quando ja as tivermos, destruímos de algum modo. De qualquer modo, temos razões para acreditar que Umbrige esteja com uma das Horcruxes. Só não sabemos como pega-la.

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