—Hermi, você está melhor? — Ginny e Luna se ajoelharam ao lado da cama ao ver a amiga despertar.
—Estou bem... Eu acho. — Tentou se levantar, mas sentiu uma vertigem e deitou-se novamente.
—Eu e Ginny fizemos biscoitos com gotas de chocolate para você. Eu trouxe leite também. — Luna disse pegando uma bandeja no criado mundo.
A garota sorriu. A bondade da amiga era infinita. Sentia-se feliz por ter duas amigas assim. Sentia-se completa. Estava com fome, então comeu os biscoitos e bebeu o leite.
—Hermi, como foi lá? O Malfoy te fez mal? O que aconteceu? — Ginny disparava perguntas.
—Calma Ginny. Uma pergunta de cada vez. — Luna disse sorridente. Hermione sorriu.
—Fui pega pela Bellatrix. Ela me lançou um feitiço e me cortou. Malfoy cuidou de mim. Foi estranho, mas ele fez curativos e me alimentou. — dizia numa nova tentativa de se levantar.
—Ele te ajudou? — Ginny perguntou com confusão, sentando-se na cama junto com a amiga.
—Albus estava certo ao falar sobre a semente! — Luna deu uma boa risada e continuou falando com seu jeito sonhador. — É a semente daquela magia antiga, que envolve bruxos e trouxas. Vai nascer uma bela flor. Ah, vai. — dizia rindo. As outras duas, mesmo sem entender a conversa da amiga, riram.
—Do que você está falando, Luna? — perguntou Hermione tirando da meia a sua bolsinha para trocar de roupas.
—Do amor, ué. — disse brincando com uma mecha do seu cabelo. Ginny e Hermione se entreolharam e caíram na risada.
—Isso nunca poderia acontecer, sua doida. Nós somos inimigos. Não existe amor entre a gente, só caos. — Hermione disse rindo.
—O diamante é encontrado no meio da lama. — Luna disse rindo e começou a cantarolar uma música indecifrável. Logo saiu do quarto e desceu as escadas sem aviso prévio.
Ginny se mantinha em silêncio e Hermione trocava suas roupas pensativa. Cada uma em seu universo particular.
—Ginevra! Hermione! A comida está pronta! Venham comer antes que esfrie. — Senhora Weasley gritou da cozinha. Ginny se levantou.
—Você vem? — perguntou à amiga.
—Não. Já comi biscoitos. Estou sem fome. — disse e a amiga saiu do quarto em direção à cozinha.
Hermione aproveitou a solidão do quarto para ler o mapa. Abriu-o, disse as palavras magicas e logo centenas de pares de pés apareciam se movendo em cima da folha.
"Severus Snape" caminhava de um lado para o outro dentro do gabinete de Dumbledore. Seria ele o novo diretor?
Hermione lia no pergaminho o nome de vários comensais da morte e sentia pena de seus colegas por ainda estudarem lá. Sentia também pelas crianças, os novos alunos.
Queria poder estar lá para ajudar, mas não tem como. Ela estava machucada. Seus cortes não suturados doíam. Ela desceu as escadas.
—Sra. Weasley, eu preciso ir até o mundo trouxa. Tenho que ir no hospital suturar meus cortes. — Ela disse. Senhor Weasley então se levantou.
—Deixa que eu te levo de carro, Hermione. Não estás boa para usar magia de deslocamento ainda.
—Obrigada, Senhor Weasley.
♦
—Draco, onde está a sangue-sujo que deixei na biblioteca? — Bellatrix gritava sabe-se lá de onde.
—Não a vi. E se tivesse visto, fingiria que não a vi.— respondeu-lhe do quarto.
—Mas que raio! Então esta garota estúpida conseguiu fugir! Quando eu encontrá-la juro que corto-lhe a garganta! — esbravejava em algum canto da casa.
—Ai, que merda! — Malfoy praguejou baixo em seu quarto. — Eu vou me foder!
Continuava em seu quarto, ocupado com coisas desnecessárias quando sua mãe bate na porta.
—Draco, o Lorde lhe espera na sala de jantar. — ela disse e se retira. Malfoy sua frio. Então ele já sabe.
Deixou de lado o que estava fazendo e pôs um blaser. Se era para morrer, ao menos que fosse com dignidade. Olhou para seu quarto, suspirou e fechou a porta. Descia as escadas em silêncio, de cabeça baixa. Chegou na sala e fechou a porta ao passar.
—Milorde. — disse fazendo uma reverência.
—Não será necessário formalidades agora, Draco. Sabemos o que você fez. Muito nobre da sua parte, salvar a vida de uma sangue-de-lama. — dizia com a voz baixa. Draco sabia que a calmaria não tardava terminar. — Mas... Não sou capaz de crer, que você, sangue-puro, de uma linhagem tão antiga, tenha se contaminado com aquele tipo de sangue. É no mínimo, uma vergonha para a sua família. Você não merece ser um comensal da morte, não merece ser meu seguidor. Nem a morte você merece. Por isso não vou te matar. Você está expulso desta casa. Agora me de seu braço. — ele dizia tranquilamente. Malfoy estendeu o braço, e Voldemort pôs a varinha sobre a marca negra, que se mexeu e logo depois, sumiu. — Você tem uma hora para arrumar suas coisas e sair desta casa.
Malfoy sentiu o peso da sua ação. Sairia de casa para não mais voltar. Sentia-se livre. Mas não tinha volta. Ele subiu para o seu quarto e arrumou suas coisas. Saiu de casa sem falar com ninguém.
Não tinha ideia do que fazer agora. Estava no lado de fora dos portões de sua casa. Mas e agora? Para onde iria? Ninguém o ajudaria. Olhou para a sua casa pela última vez e aparatou.
Bateu na porta daquele casebre (que por sinal, parecia que desabaria a qualquer momento) e aguardou que alguém abrisse a porta.
—O que faz aqui, comensal? — perguntou Ron Weasley, com a voz totalmente alterada. Arthur levantou-se e foi até a porta. Malfoy, querendo poupar explicações desnecessárias apenas levantou a manga da camisa, mostrando no braço apenas uma leve vermelhidão.
—Mas a marca? Onde está? — Arthur perguntou confuso.
—Fui expulso. Pretendo ajudar a Ordem da Fênix. Tenho muitas informações importantes, que devem ser úteis.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Proud
Fiksi PenggemarO sexto ano escolar de Hermione e seus amigos se vê conturbado após a morte do adorado professor e diretor Albus Dumbledore. Hermione se vê então em uma situação embaraçosa sobre amor e guerra. Eis que após peças pregadas pela vida, ela aceita aj...
