Capítulo 14

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O trio acordou cedo. Deviam começar as buscas. Mas por onde? 

Bebiam um café da manhã simples. Precisavam ser rápidos. Hermione lia um livro antigo sobre magia negra. Onde ela conseguiu o livro? Isso ela não contou à ninguém.

Após alguma páginas folheadas, ela percebeu que não tinha entendido nada. Não estava realmente prestando a atenção na leitura. 

Sua cabeça estava longe, muito longe. Pensava em seus amigos. Seus colegas. Será que Neville está bem?

Sentiu um pequeno aperto no peito. O amigo não era muito bom em feitiços. Será que ainda estava vivo?

E Draco Malfoy?  estaria agora sendo torturado por você sabe quem? Ele é frágil, pensou a garota. Se faz de durão, mas na verdade é um garotinho indefeso, pensava Hermione. Inconscientemente  suspirou.

Releu as páginas e chegou a algumas conclusões importantes. Fechou o livro e chamou a tenção dos garotos. Quebrou o silêncio.

—Olha, eu estive pensando. Se na Horcrux fica um parte da alma, essa horcrux tem que ser um objeto fácil de ser escondido, não? Então tem de ser pequeno. — ela dizia olhando para os amigos, que a ouviam atentamente. Eles se olharam e concordaram com ela.

—Isso mesmo Hermione, faz todo sentido. — Harry disse comendo o último pedaço de seu misto quente.

—Sim, e vejam bem. Creio que uma Horcrux já foi destruída. — ela disse e se reclinou na cadeira.

—Mas como? — Ron perguntou confuso. Harry estava com a mesma cara de confusão.

—Lembram-se do diário de Tom Riddle? Quando Harry estava na câmara secreta, saiu uma parte da ama de você-sabe-quem, era como um fantasma, mas adolescente. Quando Harry atingiu o diário com a presa do basilisco, ele destruiu o diário, e a alma não perturbou mais ninguém. Pra mim faz sentido.

—Brilhante. — disseram os dois ao mesmo tempo. Ela sorriu, orgulhosa de sua perspicácia.

—Agora tenho que avisar o Sr. e a Sra. Weasley de que estamos bem. — disse e puxou sua varinha.

—O que você vai fazer? — perguntou Ron.

—Mandar um Patrono Mensageiro. — ela disse e da ponta de sua arinha saiu uma lontra prateada, que passou pela porta da cozinha e foi em direção a rua. Iria para A Toca.

—E como você fez isso? — ele perguntou novamente, a morena revirou os olhos.

—Todos da Ordem sabem fazer. Foi Dumbledore que inventou. — disse se retirou da cozinha.

N'A Toca, o patrono chegou. Os presentes na casa escutaram-no atentamente.

"Sou eu, Hermione Granger.

Estamos bem, eu Ron e Harry.

Estamos em um local seguro.

Logo partiremos em um jornada difícil,

quando puder, entro em contato novamente."

E a lontra, agora transformada em uma bola luminosa, se dissipou. Senhora Weasley deu um suspiro aliviado. Senhor Weasley sorriu. As garotas se abraçaram felizes. Eles estavam bem.

—Monstro! — Harry estava a chamar o elfo doméstico. Já faziam vinte minutos. O elfo apareceu no fim da escada.

—Sim, meu senhor? — fez uma longa reverência, com a cara carrancuda e o enorme e curvo nariz tocando o chão.

—Cuide da casa, e se alguma pessoa que não seja da Ordem da Fênix entrar, destrua-o. Vamos em busca das Horcruxes. — ele disse com convicção. Monstro fez um careta. — O que foi, Monstro?

—Horcrux é uma magia negra poderosíssima. Meu Senhor Régulo conseguiu uma Horcrux uma vez. Antes de partir ele deixou com Monstro. Disse para Monstro destruí-la. Mas o objeto é maligno, não se destrói. Monstro bateu com um martelo, Monstro colocou fogo, Monstro jogou na parede, Monstro tentou de todas as formas destruí-lo, mas não houve como. — dizia perturbado.

Batia sua cabeça na parede como forma de auto-punição pelo seu fracasso. Hermione rapidamente o segurou para que ele parasse.

—Monstro, não. — ela segurava ele firmemente enquanto ele ainda se debatia.

Decidiram passar pel'A Toca antes de ir para sua jornada. Arrumaram suas coisas e as puseram na bolsa de Hermione, aparataram.

—Mãe! Veja quem acaba de chegar! — Ginny correu para abraçar os três. Hermione percebeu que a amiga demorou alguns milésimos de segundo a mais no abraço de Harry, deu um sorrisinho cúmplice mas não disse nada.

—Garotos! Que bom que estão bem! — Sra. Weasley corria de dentro de casa para ver o trio. — Eu fiquei muito preocupada! Harry, que perigo você por aí assim. Fique aqui conosco, você estará protegido! — ela dizia ainda envolvendo os três num abraço.

—Nossa, mamãe, que consideração pelo seu filho! — Ron resmungou.

—Ora, vem cá com sua mãe! — ela o puxou para um novo abraço. Ele sorriu. — Fiquem aqui até amanhã. Será o casamento de Bill e Fleur.

Eles trocaram olhares e concordaram. Só até o casamento, depois partiriam.

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