CAP 024 || aos nossos filhos!

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Um PS rapidinho, antes de começar a leitura: eu tinha imaginado um final pra essa história, quando ela começou. Ou pelo menos tinha uma vaga ideia de onde eu queria os dois e de onde eu queria esse relacionamento (todos eles, na verdade, não só o dos dois enquanto casal mas o da família de um modo geral). Se eu fosse seguir essa minha ideia inicial, esse capitulo aqui seria um bom capitulo final pra essa história. Por tudo o que ele representa, inclusive o marco do um ano da data daquela reunião no Bar da Brahma quando o Alessandro soube de tudo. MAS CALMA, CALMA, porque é óbvio que não vai ser assim! Com o tempo ideias novas foram se acumulando e se organizando, e tem mais um bocado de água pra passar ainda debaixo dessa ponte.

É isso, e podemos agora passar à chegada da Bibia nessa família!

Um bom início de semana 'pá vocêis', Queridinhos!

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"Quando largarem a mágoa,

Quando lavarem a alma,

Quando lavarem a água,

Lavem os olhos por mim!"


São Paulo, Março de Dois Mil e Vinte e Três.  Alguns dias passaram, não chegou nem a um mês completo, e pouca coisa mudou na rotina deles. Quer dizer, o pedido de casamento era um fato, e com isso vieram um monte de pequenas alegrias e pequenas celebrações. A primeira delas foi dizer à tia, lá na Bahia, que o pedido tinha acontecido ao mesmo tempo em que contava mais um pouco sobre como tinha sido essa viagem deles durante o aniversário dela. Mais do que nunca dona Bárbara intimou a sobrinha e afilhada dela para que a família dela não deixasse de comparecer ao aniversário em Junho.


"Você sabe, eu estou pedindo e você já me disse que vem. Se você por acaso resolver não cumprir, seu pai vem puxar seu pé de noite qualquer dia desses viu..."


A tia disse à Simone, e o tom de brincadeira entregava a leveza da conversa delas, que se estendeu para muito além dessa novidade que a filha de dona Graça contou à sua tia. A conversa delas aconteceu logo depois do aniversário, ainda na mesma semana daquela quarta-feira de cinzas, e apesar de conversarem aqui e ali sobre o convite feito pela senhora... ainda não tinham sentado os dois, de fato, para tratar das questões práticas de uma viagem dessas para a família deles. Estavam ansiosos, de olho em Helena e na chegada da sobrinha deles que se aproximava cada vez mais, e talvez por conta disso resolveram esperar isso acontecer para poder planejar alguma coisa. De toda forma, num gesto de surpresa para ele e como se pressentisse de algum modo que precisavam disso, Simone escolheu essa quinta-feira de Março para fazer o caminho inverso e ir encontrá-lo em casa. Quinta feira era dia dezesseis, a sexta seria dia dezessete de Março, e a lembrança do que significa esse dia veio para Simone quase que imediatamente. Alessandro disse a ela, enquanto esperavam chegar o almoço pedido pelo telefone, que teve a ideia de sair na parte da tarde. Ele queria ajudar o irmão numa última missão sobre o quartinho da caçula, e quando ouviu o relato da forma como Alessandro o fez, Simone disse que ele fosse direto pra casa depois disso.


"A gente vai encontrar você em casa mais tarde, Amor. Eu levo o jantar pra gente, assim você nem precisa se preocupar."

"Cê tem certeza? Mas e elas amanhã? E a escola?"

"A gente acorda um pouco mais cedo, a gente dá um jeito... deixa esse detalhe comigo e vai ajudar o seu irmão, que eu sei que você quer fazer isso."


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