- Sem muita enrolação aqui! Mas esse foi mais um capitulo que mudou de titulo e de referência aos quarenta e cinco do segundo tempo, graças ao show da Maria que eu assisti esse feriado. Sim, apesar da musica que é titulo do capitulo ter muitas versões (o próprio Arlindo Cruz, dono da Letra, a Mariene de Castro, e por aí vai!) diferentes, a minha favorita ainda é a da Maria Rita. As duas musicas de referências de hoje, essa e a outra lá do final, estão lá na playlist já, pra quem quiser ouvir.
É isto. Boa sexta & um bom fim de semana 'pá vocêis'!
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"É muita luz, é emoção, o amor!
Quando a gente ama, é o clarão do luar,
Que vem abençoar o nosso amor (...)"
São Paulo, Setembro de Dois Mil e Vinte e Três. Os próximos dias, depois do dia dos pais mais incrível da sua vida até ali, demandaram mais alguma adaptação e uma dose de paciência por parte deles. Principalmente dos dois um com o outro, enquanto um casal. Dela para compreender e mais do que isso, aceitar a presença dele tão perto, e aceitar esse instinto e o cuidado o tempo todo simplesmente porque ele podia. E dele, como tinha prometido respeitar o tempo dela para ir processando a avalanche de novidades, de deixar que ela... se habituasse à ideia. Da presença dele, de alguém cuidando dela, de dividirem mais do que os fins de semana com as duas e em família, de todo o resto. Mabel e Carol foram, por incrível que pareça, o menor dos problemas nesses dias. Já estavam tão acostumadas com a presença do pai em casa com elas na maior parte do tempo, que a conversa sobre ele não ir mais embora de forma alguma foi a mais natural possível.
"Papai, você vai ter que ir 'pá' sua casa hoje quando acabar a festa?"
"Se você for, a gente vai poder ir com você 'pá' lá?"
"É. Eu, e a Bebel e a mamãe também?"
Os dois tinham parado no fim daquele domingo de Agosto, um pouco antes do fim do almoço e da comemoração pelo dia dos pais, e estavam no quarto de Alessandro com as meninas para que elas tomassem banho depois de um dia inteiro ali na casa dos avós. Queriam que elas já fossem pra casa banhadas e de pijamas, já prevendo o sono ferrado no meio do caminho de carro. O olhar trocado não precisou de palavras, e o entendimento foi imediato!
"Filha, o papai não vai pra casa dele hoje. A gente vai pra nossa casa."
"Mas ele vai com a gente?"
"Pufavô, Papai!"
"Eu vou sim, Carolzinha. Eu vou hoje e..."
"E o que o papai quer dizer é que ele vai ficar lá pra sempre, que ele não vai mais voltar pra casa dele."
"Ele vai morar na nossa casa agora? Todos os dias?"
"E todos os dias contar história 'pá' gente dormir e colocar a gente na nossa cama? Na nossa cama lá na nossa casa?"
As perguntas delas foram muitas, depois dessa fração de segundo em que Alessandro vacilou sobre como respondem as perguntas que chegavam seguidas e sem um segundo de intervalo direito, e onde Simone tomou a frente. Explicaram devagar a ideia da mudança, depois do pedido de casamento, e que ele queria de uma vez ficar com elas 'todos os dias e pra sempre'. Mesmo antes de fazer a festa de casamento que, meses atrás, eles tinham prometido fazer antes de se mudarem assim! Mantiveram por enquanto, e isso foi um acordo dos dois, o segredo sobre o bebê. Pelo menos por mais algum tempo até que Simone tivesse a certeza de como ela queria fazer para contar para as duas, que os dois se sentissem completamente seguros sobre isso. De modo que as meninas não podiam estar mais alegres no fim daquele dia, depois de um presente como esses e de ter esse sonho realizado!
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All I Ask!
General Fiction"Let this be our lesson in love, Let this be the way we remember us. (...)" Los Angeles, Dezembro de 2017. Por uma feliz coincidência, por obra de um casamento ao qual ela não queria comparecer, Simone viajou a Los Angeles (LA) e acabou esbarrando c...
