Um dia ele manipulou sua entrada no mundo real, e nunca mais parou. O controle total era seu único aliado, melhor amigo e parceiro. Não importava quantas pessoas perdiam pelo caminho, ou quantos amores apodreciam. Nada nem ninguém era capaz de supor...
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Porque você é minha religião, você é meu estilo de vida Quando todos os meus amigos dizem que eu deveria me afastar Bem, eu não consigo visualizar isso por um minuto Quando eu estou de joelhos, você é como eu rezo Aleluia, eu preciso do seu amor
Religion
— Eu exagerei?
Sentiu-se idiota por perguntar.
Havia sido um grande exagero tudo.
Hande não estava pensando corretamente quando sugeriu aquilo, mas tudo que sentia era desejo de vingança, apesar de odiar pessoas vingativas.
Mesmo sentada diante de Toto, conseguia senti-lo em sua pele. Era estranho como o simples ato de mexer-se na cadeira, a tomasse de lascívia. Bastava olha-lo para sentir tudo dentro de si implorar por um pouco de atenção e afeto, tornando-a a mulher mais carente do mundo.
— Vou encher a banheira. – ele anunciou, levantando-se.
Talvez fosse mais aceitável que voltasse para casa. Ela ainda possuía um apartamento e pagava por ele. Por mais que quisesse ficar naquela cobertura por causa do dono, não podia se permitir entrar em grandes problemas. No entanto, podia pensar sobre aquilo mais tarde, em outro momento, quando Toto estivesse cansado do drama.
Não era certo ser o motivo de separação de uma família, ainda que Toto jurasse que nada mudaria com ela presente ou não.
— Torger... – chamou-o ao parar no batente do banheiro.
— Vai vestir isso para o banho?
— Precisamos conversar.
— Estive trabalhando por horas, preciso relaxar.
Hande aproximou olhando para as espumas que se formavam na banheira. Era grande o suficiente para caber aquele homem. Ela se sentia minúscula ali, por isso evitava entrar.
— Você primeiro.
Ela o encarou novamente, buscando por qualquer indicio de desgosto ou arrependimento. Ficaria bem caso recebesse toda a culpa, e Toto a fizesse acreditar que ela o seduziu. Hande pedira o primeiro beijo, então merecia aquele tipo de tratamento.
Prendeu os longos cabelos antes de livrar-se no vestido. Estar nua diante da forte iluminação do banheiro fez com que tentasse se esconder. Eram poucas as vezes que ele a via por completo, provavelmente conseguiria reparar na fina cicatriz abaixo do seio farto ou o sinal que possuía do lado direito do quadril.
— Está corando.
— Não estou.
Hande colocou a primeira perna na banheira, tendo cuidado para não escorregar e matar a si mesma.