Um dia ele manipulou sua entrada no mundo real, e nunca mais parou. O controle total era seu único aliado, melhor amigo e parceiro. Não importava quantas pessoas perdiam pelo caminho, ou quantos amores apodreciam. Nada nem ninguém era capaz de supor...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Lua, me diga se eu poderia Enviar meu coração para você Assim, quando eu morrer, o que deve acontecer Ele poderia iluminar aqui embaixo com você?
My love mine all mine
Viria a ser um problema se ela fosse pega por seu irmão ou mãe, mas precisava aproveitar a oportunidade. Não sabia quando voltaria para Brackley. Aquela podia vir a ser sua última opção. Caso não tivesse coragem, teria que aceitar tudo que a mãe achava aceitável.
Moveu-se para dentro da empresa, sentindo ainda mais frio. Seus passos eram vagarosos, porque queria reunir coragem para falar com o pai. Na pior das hipóteses ele lhe diria a verdade da maneira mais gentil que conseguisse, mandando-a de volta para casa e prometendo outro aniversário tão bom quanto o anterior.
Não era aquilo que Roselind queria.
Ela precisava de apoio.
Fechou a mão com força no bolso do casaco, evitando olhar os registros das diversas vitórias da Mercedes. O mundo de seu pai era caótico, porém ele não se importava o suficiente para se afastar, pois aquele era o grande sonho de Toto Wolff. Rose entendia tudo sobre sonhos, porque já viveu o seu próprio sonho por muitos anos.
Seus olhos encontraram duas figuras distintas entre todos os funcionários. Ela andou até os dois pilotos, ouvindo-os cochichar sobre pistas amaldiçoadas.
— Olá!
Os dois olharam para ela com um misto de surpresa e sorrisos fáceis.
— Rose, que bom te ver! – Mick foi o primeiro a se pronunciar, dando um passo para longe de George – Os céus ouviram minhas preces. Confesso que não suportava mais ver os mesmos rostos feios dos ingleses, então o destino mandou você até aqui.
— Claro, faz sentido o destino trabalhar exclusivamente para deixar Mick Schumacher feliz. – George debochou – Mas não faz o suficiente para ele vencer o campeonato.
— Vencer o campeonato depende de mim! É mais complicado. – rebateu emburrado.
— Meu pai está?
— É difícil ele não aparecer na empresa. – George a respondeu dando de ombros – Ele estava na sala de reunião da última vez que verifiquei.
— Posso te levar até lá. – Mick sugeriu gentil – Será um prazer ajuda-la.
— Ele fala assim com todas. – Russell a avisou.
— Não falo não!
— Tem razão, é pior.
Roselind sorriu agradecida com a ajuda de Mick.
Ela precisava de alguém que conhecesse o local para se encontrar naquele prédio gigantesco. Foram poucas as vezes que estivera ali, porque não queria atrapalhar o pai ou ser inconveniente. Era fácil lidar com Susie, pois a loira era gentil e permitia que a visitasse sempre que sentisse saudades, mas quando se tratava de Toto, preferia permanecer onde ele queria para não se vista como indesejada.