Capítulo 30

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Então, aqui está o futuro porque nós superamos o passadoEu finalmente encontrei alguém que pode me fazer rirVocê é tão loucoEu acho que quero ter seu bebê

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Então, aqui está o futuro porque nós superamos o passado
Eu finalmente encontrei alguém que pode me fazer rir
Você é tão louco
Eu acho que quero ter seu bebê

Whatta man



— Por que fez isso? – Rose cochichou para que somente Bene ouvisse.

Os dois jovens Wolff estavam sentados do lado de fora do hospital, porque um deles não tinha mais coragem de encarar a família. Benedict não pensaria tão pouco de si, ao contrário de Roselind, que se sentia traindo a própria mãe. Ela sempre se importava exageradamente com terceiros, permitindo que sua fraqueza fosse a opinião alheia.

— Ela estava tendo um caso com o nosso pai. Sogro dela.

— Mesmo assim, Bene. Poderia ter se vingado sem remexer tanta coisa que a deixasse triste.

— Então não adiantaria, Rose. – disse com firmeza, fazendo-a se afastar. – Só fala todas essas coisas porque está amiguinha de Hande e do papai. Esqueceu facilmente o que ele fez.

— Ele disse que não fez aquilo.

— Sabe muito bem que é mentira. Eles no abandonou! Sequer ia as apresentações escolares, porque a carreira era mais importante. Nunca se importou. Sei muito bem que fui o filho indesejado, que infelizmente pra ele, escolheu outra profissão.

— Ele disse que a mamãe conseguiu a nossa guarda antes.

— Isso não explica porque nunca foi para o seu recital de ballet, ou qualquer feira de ciência da minha turma. Ser um bom pai agora não anula o passado. Você é fraca por perdoar tudo.

— Não consigo mais viver com a mamãe.

— Mude-se. Arrume um emprego! Foi o que eu fiz quando o seu amado pai me tirou cada centavo.

— E o que eu faria, Bene? Não sou boa em nada!

— Então é melhor aprender a abrir um livro e estudar. Se tivesse sido esperta, estaria estagiando como eu. Consegui uma vaga excelente em um hospital de renome usando apenas o sobrenome da mamãe, porque ninguém se importa com um Wolff, a menos que entre na lojinha do mecânico de bairro.

— Isso é cruel em tantos níveis.

— Cruel é o pai esconder uma criminosa.

— Hande é órfã.

— Também sou órfã de pai, e isso se aplica a você.

— Ela cresceu dentro de um abrigo.

— Quer que eu sinta pena?

— Empatia serviria.

— Eu não poderia me importar menos. Se quer viver na grande mentira do nosso pai, então faça o que quiser, pois eu odiaria assistir um casamento perfeito e o nascimento do filho perfeito. Talvez você se torne a babá, ou coisa pior, Rose. Pensou nisso?

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