Um dia ele manipulou sua entrada no mundo real, e nunca mais parou. O controle total era seu único aliado, melhor amigo e parceiro. Não importava quantas pessoas perdiam pelo caminho, ou quantos amores apodreciam. Nada nem ninguém era capaz de supor...
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Escalamos a árvore da vida, expulsos do paraíso Vivendo bem, fazer o mal é o jogo dos dados Par de olhos selvagens, copo cheio de vida Ela é um anjo e um demônio e nós somos divinos
God save our young blood
Hande ainda não acreditava que havia sido pedida em casamento. Bastava fechar os olhos para reviver aquele breve momento ao lado de Toto. Imaginava-se vestindo branco e entrando na igreja. Ela desesperadamente desejava ter o véu mais lindo e longo do planeta. Não existia mais lugar para pensar nos braços maternos que a esperava no paraíso, porque todos os seus pedidos giravam ao redor de Toto, sempre implorando para que ele ficasse junto a ela.
Sequer se importou com a falta de um anel. Não fazia diferença, pois iriam se casar. Suas almas se uniriam para sempre.
Não conseguiu conter o sorriso bobo durante a arrumação das malas. Seus pensamentos giravam ao redor de Toto Wolff, como se ele fosse seu maravilhoso e exclusivo Sol.
Era difícil acreditar que quando deixasse a América para trás, eles teriam um lar verdadeiro, e Hande não precisaria mais se preocupar com o amanhã, pois precisava apenas ser uma boa esposa e ocasionalmente mãe. Queria muitíssimo conhecer seus futuros bebês, mima-los e ensina-los a falar suas primeiras palavras turcas.
— Hande?
Parou de dobrar a camisa para olhar na direção da porta do quarto. Rose manteve-se parada no batente, com as mãos entrelaçadas na frente do corpo. Ela passara sua primeira noite na cobertura, e Hande achou estranho não vê-la no jantar ou pela manhã, acreditando que estava estranhamente se escondendo no quarto de hospedes sem necessidade.
— Oi Rose, não te vi aí. Pode entrar.
— Estou te atrapalhando? Porque eu posso sair.
— Não me atrapalha. Talvez você consiga me ajudar a escolher roupas adequadas para o calor. – ergueu a camisa que dobrava, para que pudesse ver – Essa aqui seria um problema?
— Roupas pretas não ficam bem em clima quente.
— Tem razão. A maioria das minhas roupas são pretas. – dobrou novamente a camisa, colocando-a na mala.
— É sua cor favorita?
— Ah não, mas deve ser a cor favorita do seu pai, ou então ele está me dando dicas indiretas que haverá um enterro a qualquer momento. – sorriu minimamente, vendo-a fazer o mesmo, ainda que estivesse incerta de como prosseguir – Sinto que depois do ocorrido, estamos pisando em ovos. – murmurou mordendo o canto do lábio inferior – Não quero que acredite ser necessário tomar partido de um dos lados. Benedict é seu irmão. Você sempre o amará.