Capítulo 19

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Eu não, não preciso de luz de velas
Você só precisa me foder direito
Talvez eu não seja do tipo amorosa
Eu só quero ter prazer

Get some

Susie sabia que eram necessárias duas colheres de açúcar para Jack demonstrar grande alteração no humor e perder o controle, deixando-a com fortes dores de cabeça. Não foi fácil descobrir aquele gatilho, mesmo lendo muitos livros tediosos sobre a perfeição da maternidade. Se houvesse tantos pontos positivos, ela não teria criado um alarme especial para problemas grandiosos dignos de um maremoto.

Se Jack voltasse para casa após ingerir mais de duas colheres de açúcar por meio de sorvetes e doces que Toto oferecia, ela rapidamente mudava a rotina cansativa dando ao filho uma bola, sapatos marrons e álcool em gel, obrigando-o a queimar tudo que consumiu por meio de exercício físico e imaginação.

Ela nunca quis ser uma mãe paranoica e gostava de ser vista como a mãe legal ou a mais descolada. Jack por outro lado a considerava muito chata por ter deixado Toto ir embora de casa, mas havia pouco a se fazer quando um copo caia no chão, e seu casamento não seria salvo com terapia ou cola para vidro.

O divorcio criou uma pequena ruptura entre Susie e Jack, sendo relativamente mais doloroso para pai e filho, porque ambos estavam distantes um do outro. As duas colheres de açúcar não era mais o grande problema que lhe dava dor de cabeça, ainda assim Susie possuía o alarme, e ele soava dia após dia, fazendo com que acreditasse possuir uma sabedoria especifica direcionada aos Wolff.

Poderia ter ignorado, deixado para depois, porque ela já tinha as próprias questões para resolver e precisava ser um exemplo para Jack. Não podia simplesmente jogar tudo para o alto. Foram anos de trabalho duro, dedicação, desempenho perfeito e negação. Susie engoliu muito sapo para chegar onde estava sem precisar de um homem no seu cangote ditando regras.

Agora era possível escolher qual caminho seguir, evitando qualquer situação desnecessária que colocasse em risco a boa convivência da sua família ou traumatizasse ainda mais Jack.

— Está doente?

A pergunta fez Toto soltar a caneta, deixando-a cair.

O alarme estava soando para Torger, forte e constante. Era pior que duas colheres de açúcar. Não conseguia compreender aquele gatilho, ainda que tentasse.

— Perdão?

Fazia três dias.

Três dias.

Três dias que ele não aparecia para o jantar com alguma comida que Jack preferia. Tentou ligar para saber qual era o problema, porém Toto estava muito aéreo como se tivesse comido um pote de sorvete sozinho. Não era um sinal positivo porque nunca aconteceu algo semelhante em anos de casado, e Susie não conseguia deixar de pensar no pior, pesquisando durante a noite doenças crônicas que poderia ser herdadas por seu querido filho Jack.

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