capítulo 15

587 71 39
                                        

Por que malditamente ela tinha que dividir um dúplex justamente com ele? Tantas pessoas nessa porcaria de cidade

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

Por que malditamente ela tinha que dividir um dúplex justamente com ele? Tantas pessoas nessa porcaria de cidade...

Merda. Merda. Merda.

Ela manteve-se em silêncio quase o caminho inteiro até a cafeteria. De vez em quando, Jolie lançava um olhar de canto para ele, mas tentava ao máximo evitar.

Ela não fazia ideia do quão rancoroso ele estava com ela por conta daquilo. Sabia que ele a detestava, mas não imaginava que fosse aquele tanto. Tinham falado coisas ruins um para o outro naquela noite e ela, definitivamente, tinha dado início aquilo, mas ele também lhe deu motivos para ir embora.

Sua relação com Calvin Sherman começou de forma estranha e repentina. Sem perceber, Jolie tinha se envolvido com ele e apreciado a forma como ele mexia com ela. Sherman ainda era um estupido, mas...

Jolie fez uma pausa em seus pensamentos e o encarou brevemente mais uma vez.

Ele era o mais próximo que tinha de sua alma.

— Você disse que nunca nutriu nenhum sentimento por mim — ela comentou, quase mordendo a própria língua por ter aberto a boca.

O camisa 68 virou o rosto para encará-la por um segundo antes de retornar para a rua.

— E é a verdade.

— Então por que continua me odiando tanto? — indagou.

No mesmo instante, um sinal vermelho se abriu, o que fez com que ele parasse. E ela amaldiçoou aquela cidade grandemente.

 Justo agora.

— Eu não sei. — Ele deu com os ombros e então abriu um sorriso sutil. — Talvez porque eu ache divertido.

— Conta outra vez, Calvin Klein.

— Você não é diferente, Bailey.

— Eu te odeio porque você é um babaca irritante.

Ele tombou a cabeça levemente para o lado.

— É uma pena então que terá que me aguentar por um bom tempo ainda.

Ela cruzou os braços, bufando.

— Você deveria mostrar esse outro lado da sua personalidade para as outras pessoas.

— E tirar o seu privilégio de ser única? Jamais.

Ela revirou os olhos, à medida que ele seguia caminho.

— Como você me fez uma pergunta — Calvin começou. — Acho justo fazer uma também.

— Fique à vontade. Não tenho nada a esconder. — Ela apoiou o braço na janela, absorvendo o vento fresco daquela tarde. Tinha uma leve impressão de que fosse chover.

Primeiro ele ficou quieto e em seguida, ela sentiu o olhar dele sob ela, mas não retribuiu, apenas esperou.

— Deixe para lá — ele disse, o que fez ela franzir o cenho e olha-lo.

Regra n°68Onde histórias criam vida. Descubra agora