Como você se sentiria ao descobrir que terá que dividir um dúplex por um ano com o cara que mais odeia?
Jolie Bailey era apenas mais uma entre poucas que odiavam os top 3 da universidade. Ainda que, seu ódio, iria muito além da popularidade do trio...
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O camisa 68 tinha estado em completo desespero desde que escutou ela falando com outra pessoa na ligação e depois escutando barulhos. Só aquele silêncio seguinte, tinha feito ele acelerar o carro, estacionar em frente a cafeteria e entrar sem pensar duas vezes.
E quando viu aquele cara segurando-a, ele sentiu tanta, mais tanta raiva, que desejou imensamente matá-lo ali mesmo. Apagá-lo foi a coisa mais caridosa que tinha feito. E ele queria ter feito mais, se não fosse pelo fato de que Jolie Bailey estava tendo uma crise de ansiedade.
Ele tinha aprendido algumas coisas na aula em relação aquilo, mas ver pessoalmente...
Tinha ficado aliviado por ter se lembrado das formas de lidar com aquela situação e ter feito com que ela conseguisse se acalmar.
E então aquilo...
“Ele machucou a minha irmã.”
— Eu sabia... eu sabia... — ela repetiu —... que ele era um deles...
Calvin a encarou, sentindo um pesar no peito. Outro suspiro saiu de sua boca, à medida que se aproximava mais dela e a puxava para um abraço. Os dedos dela agarraram sua camiseta. E um som baixo de choro soou de sua boca.
Ele repousou a bochecha sob a cabeça dela, deixando sua mão deslizar lentamente pela suas costas. Seu coração deu uma pequena batida descompassada, fazendo-o fechar os olhos brevemente.
Não, Cal.
O camisa 68 usou a mão livre para pegar o celular e enviar uma mensagem para Jenkins, pedindo que ele ligasse para a polícia e mandasse para o Joey’s. E em seguida, seu olhar foi para o babaca, checando-o se ele permanecia no mesmo lugar.
Tinha vindo com tanta pressa até ali, que não pensara em ligar para a polícia. Nem tiveram tempo.
E como poderia...
[...]
Depois de quase meia hora, um carro de polícia parou em frente a cafeteria e entrou as pressas. Cal teve que se controlar para não abrir a boca e soltar um “Chegaram atrasados”, mas se conteve.
Jolie, agora, estava sentada na cadeira da bancada, silenciosa, mas não chorava mais. Cal, de vez quando, direcionava olhares para ela enquanto explicava o que havia acontecido para os policias. Eles queriam o depoimento de Jolie, porém como ela claramente não estava em condições, pediu que deixasse isso para o dia seguinte, quando as coisas estivessem bem.
E após mais alguns minutos, a gerente de Jolie apareceu, desesperada. E ele levou mais um tempo pra explicar tudo, porém não pretendia reclamar. Não reclamaria. Não queria que Bailey falasse, não queria que ela sequer pensasse no que havia acontecido.
— Cuide dela — a tal gerente pediu, suspirando, passando os dedos nas têmporas. — Leva-a para casa e diga que darei um tempo para descansar e lidar com isso tranquilamente.