Como você se sentiria ao descobrir que terá que dividir um dúplex por um ano com o cara que mais odeia?
Jolie Bailey era apenas mais uma entre poucas que odiavam os top 3 da universidade. Ainda que, seu ódio, iria muito além da popularidade do trio...
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Cal andava de um lado para o outro na calçada, os olhos indo de minuto a minuto para o Joey’s. De fora, através das vidraças, conseguia enxergá-la organizando as mesas. Conversava uma vez ou outra com as outras funcionárias, mas parecia distraída.
Tem algo de errado.
E a maior preocupação dele era o fato de que ela parecia com a Jolie dias antes daquela briga. Mantinha-se sempre deprimida. Calada. Distraída. E isso o fazia se lembrar do que Jenkins disse ontem de manhã, no quarto de Bruce.
“Ela vai te magoar de novo. Só que dessa vez, é melhor não fugir.”
Cal franziu o cenho.
Para isso, eu precisaria nutrir algo.
Seu olhar focou nela outra vez e permaneceu por um longo segundo. Observando-a ao mesmo tempo que analisava a si mesmo. Nutrir... Se ele fosse se descrever, assim como ela já tinha o descrito anos atrás, ele se descreveria como um refém dela. Mesmo agora, nada de fato tinha mudado, só sido ignorado.
Ele fechou os olhos.
Merda, Bailey.
Você fez de novo.
Me tornou seu refém outra vez.
— Eu preciso de uma bebida forte para apagar pelo resto da noite agora — alguém disse, fazendo-o abrir os olhos e encarar a entrada da cafeteria.
O grupinho estava saindo junto com Bailey. Todas estavam distraídas nas próprias conversas para perceber a presença dele.
— Eu topo — outra respondeu.
E Cal apenas as observou, em silêncio.
— Vou para casa. Nos vemos amanhã — Jolie dispensou, acenando com a cabeça.
Com aquilo, as garotas olharam para ela e rapidamente perceberam a presença dele.
— Tem certeza de que vocês não namoram? — uma delas perguntou. Era a que tinha namorado Noah.
— Absoluta — Jolie respondeu, seguindo na direção dele e ignorando-as.
Um sorriso surgiu no rosto dele.
— Está esperando por muito tempo? — ela perguntou.
— Só uns minutos.
Viu, claramente tem algo errado.
Ela balançou a cabeça e olhou os arredores.
— Cadê seu carro? — perguntou.
— Na oficina.
— Ah, Sherman, não estou afim de ir andando não — ela resmungou.
Ele sinalizou com a cabeça, apontando para um local específico. Jolie acompanhou o olhar e automaticamente abriu um sorriso.