capítulo 42

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Os olhos do camisa 68 passaram pelos arredores, enxergando brevemente o píer e a cabana do Lago dos Amantes enquanto bebia o líquido dentro do seu copo

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Os olhos do camisa 68 passaram pelos arredores, enxergando brevemente o píer e a cabana do Lago dos Amantes enquanto bebia o líquido dentro do seu copo.

“Às vezes sinto que você é o reflexo da minha alma.” A voz dela ressoou em sua mente com a lembrança repentina.

Você me disse isso, Bailey, e foi embora logo em seguida.

E isso só me faz pensar se sua alma deve só ter ódio, por isso a comparou comigo...

Cal bufou, tomando mais um gole de sua bebida e desviando sua atenção para a festa. A música estava alta e muitos universitários dançavam, nadavam e bebiam em quase toda a área. Em alguns pontos, havia casais se pegando e aproveitando a noite estrelada.

E ele estava ali. Parado. Bebendo. E nada animado.

O que será que a Bailey está fazendo?

Será que ela já voltou para o dúplex?

Desde ontem sua cabeça só tinha uma única função: saber se ela estava lidando bem com o retorno ao trabalho. Deveria ser dureza para ela ter que relembrar daquele idiota e ainda mais com o fato dele ter feito algo ruim com a irmã dela. Se ele pudesse, naquele momento, o mataria com o maior prazer do mundo. Realmente daria a louca e viraria o Clyde da dupla.

Bailey nunca o contou o que aconteceu, mas conseguia adivinhar que era algo a ver com abusos. Ele queria perguntar, queria desde a noite do acontecido, mas ela não precisava ter que reviver algo ruim só para matar a curiosidade dele. Ele só esperaria. Esperaria o tempo dela.

Ele suspirou.

Por que eu estou tão preocupado com isso?

Eu nem gosto mais dela.

Cal levou a borda do copo até a boca e morder o plástico, balançando os pés.

Primeiro Nick enfiando coisas em sua cabeça e depois Jenkins. Por que parecia que eles sabiam mais dele do que ele mesmo?

Bailey e eu não temos nada.

Até paramos com os beijos.

Mas por que ele não parava de agir e de pensar nisso, pensar nela?

Ah, Calvin, seu estúpido.

Não me diz que mais uma vez...

Seu celular vibrou e automaticamente ele o pegou. Quase xingou ao ver que a notificação era de Fox, avisando sobre o aluguel daquele mês.

— Vai a merda, seu maldito. A culpa é sua — ele disse em voz alta, mesmo que só estivesse olhando para a tela.

— Cara, você está bem? — Liam perguntou, fazendo Cal virar o rosto e encará-lo à medida que guardava o celular.

Regra n°68Onde histórias criam vida. Descubra agora