capítulo 51

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Jolie suspirava conforme olhava para o letreiro neon, que começava a se tornar parte de sua visão por conta das inúmeras vezes que tinha vindo até ali nos últimos dias

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Jolie suspirava conforme olhava para o letreiro neon, que começava a se tornar parte de sua visão por conta das inúmeras vezes que tinha vindo até ali nos últimos dias.

Ela continuava ignorando Sherman e acreditava – até o momento – estar fazendo um excelente trabalho.

Sua vida andava turbulenta, quanto mais pensava sobre a proposta do ex de Hanna, menos conseguia de fato viver. De vez em quando, se encontrava com Amber na universidade, mas era até mesmo difícil manter uma postura. Afinal, tudo piorava com o fato de que o aniversário de morte da irmã estava se aproximando.

Ela estava cansada e na mesma prepotência queria se enfiar em sua cama e fingir que o mundo todo tinha se explodido. Era doloroso. Exaustivo. E tudo ficava pior com ele perto. Porque uma enorme parte sua estava quase implorando para que ele a consolasse, a sufocasse lentamente com apenas um beijo. O suficiente para que ela esquecesse sua vida inteira de merda.

Jolie suspirou uma segunda vez e então adentrou o lugar, sentindo o ar quente misturado com o suor e álcool que preenchiam aquele bar. Falcons era um estabelecimento noturno muito movimentado e que Jolie sabia que não era seguro. Ali ficava o pior tipo sujo da cidade, o que sempre a apreciava.

É aqui que eu encontro os piores caras.

O bar estava cheio. Homens tatuados e mulheres seminuas vagavam ou se acomodavam pelo lugar. Às vezes, Jolie até reconhecia alguns rostos da universidade, mas ninguém que realmente fosse espalhar para o campus inteiro que ela o frequentava.

Ela não ligava para rumores, mas preferiria que a amiga nunca soubesse das suas visitas. Por mais que soubesse que Amber nunca a julgaria, ainda assim, gostaria de esconder.

Jolie seguiu até o bar, sentando-se num dos bancos baixos e giratórios. Um sorriso surgiu em seu rosto ao ver John, o barman extremamente simpático que conduzia o Falcons sozinho, do outro lado do balcão, preparando drinques.

— Por que será que não estou nem um pouco surpreso por vê-la aqui novamente? — ele disse, entregando um pedido e se aproximando de onde ela estava.

— Você me conhece, John. Não consigo fugir daqui.

Ele a analisou, suspeitando que houvesse algo a mais. Porém, Jolie logo se prontificou a continuar:

— Quero o mesmo de sempre, por favor.

Ele acenou.

— Ouvir isso significa que você saíra daqui bêbada.

Jolie deixou uma risada anasalada sair de sua boca, mas não retrucou.

— Você está passando por mais um sufoco? Sempre vem aqui quando está — ele perguntou.

Lentamente a expressão em seu rosto diminuiu, parecendo ter dado uma resposta clara a ele, o que o fez rapidamente se mover para preparar seu pedido.

Queria ser mais invisível. Contudo, depois das centenas de vezes ali, John parecia ter descoberto ela facilmente.

Regra n°68Onde histórias criam vida. Descubra agora