Como você se sentiria ao descobrir que terá que dividir um dúplex por um ano com o cara que mais odeia?
Jolie Bailey era apenas mais uma entre poucas que odiavam os top 3 da universidade. Ainda que, seu ódio, iria muito além da popularidade do trio...
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Jolie se sentou no píer após remover os sapatos e colocou os pés na água.
Festas definitivamente não eram para ela.
Amber, como ela tinha previsto, estava dançando e bebendo do lado de dentro da casa. O que a deixava completamente sozinha e bastante sóbria. Por sorte, diferente da amiga, ela era muito boa com bebidas e não ficava bêbeda com facilidade. Precisaria beber mais do que uns copos para ficar totalmente. E Jolie só tinha bebido dois.
Ela removeu a jaqueta e deixou ao seu lado direito, com o celular em cima, tocando uma música que fazia bem mais o seu estilo do que aquela que tocava aos fundos.
Naquele momento, ela queria estar desenhando, mas Amber a proibira de levar qualquer um dos seus cadernos.
Vaca.
Um suspiro longo saiu de sua boca conforme pousava as mãos atrás de suas costas, inclinando o corpo levemente para trás. Seu olhar seguiu para o céu estrelado. O tempo ruim naquele dia só se estendeu durante a noite e depois voltou para o clima ensolarado.
Por um segundo, Jolie deixou seus pensamentos divagarem para a brincadeira anterior.
Eu Nunca... fiquei com ninguém desta roda.
Eu Nunca... me envolvi com alguém desta roda as escondidas.
Eu Nunca... me apaixonei.
— Você é um tremendo mentiroso, Calvin Klein — ela disse, não esperando receber resposta nenhuma.
— E por que eu sou um mentiroso, Bailey?
Jolie escutou a voz, mas não olhou para trás. Não precisava.
— Não consegue me deixar em paz? Se continuar sempre vindo até mim, irei achar que está voltando a se apaixonar por mim, Sherman — ela retrucou, balançando os pés na água.
— Você teria que rastejar se quisesse que eu me apaixonasse por você alguma vez.
O top 3 parou ao seu lado e ela ergueu a cabeça para encará-lo, com o cenho franzido.
— Até quando vai negar a verdade?
Ele sorriu inocente.
— E que verdade seria essa?
— Que se apaixonou por mim aquela vez.
— Só queria entender o porquê de você ter tanta certeza sobre isso.
Ele cruzou os braços, encarando agora o lago.
— É óbvio. — Daquela vez não recusou em abordar o assunto. — Porque eu te machuquei, Sherman, e você não se machucaria se não nutrisse nenhum sentimento por mim.
O olhar dele voltou para ela, a expressão calma, nada abalada.