capítulo 53

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Jolie se sentou no gramado, deixando que as gotas de chuva caíssem em seus ombros

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Jolie se sentou no gramado, deixando que as gotas de chuva caíssem em seus ombros. Estava coberta ao extremo, mas aquilo não impedia de a chuva ensopá-la.

Hoje era o aniversário de morte de Hanna.

Deveria ter ido para casa juntamente com Amber, contudo, retornou pouco tempo depois que a amiga se foi. Queria ficar um pouco mais com a irmã. Precisava disso.

— As coisas estão uma merda, Hanna — confessou, olhando para a foto em sua lápide. — Tipo, uma merda mesmo. E eu queria conseguir contar isso a Amber, mas... não quero entristecê-la, já é o suficiente só uma de nós carregar o fardo de toda essa questão. E eu sei que é egoísmo meu, mas não quero ver mais ninguém sofrer.

Ela levou a manga da blusa até o rosto e limpou inutilmente uma lágrima solitário.

Eu não te contei àquela hora que a Amber está apaixonada? — Um riso sem humor ecoou de sua boca. — Acho que ela não é a única...

Jolie desviou o olhar para baixo, removendo pedaços de grama.

— Não pretendo contar isso a ele. É injusto, eu sei. Mas... não quero ser um problema para ele.

Uma brisa forte agitou o capuz de sua cabeça, fazendo-o cair. Com isso, ela retornou os olhos para a foto.

— Vou sair do dúplex que estamos dividindo. Estou guardando dinheiro para conseguir pagar a multa — ela continuou. — Quero que ele me odeie. Preciso que ele me odeie ou não vou conseguir me afastar. — Suspirou.

"Você poderia parar de se importar comigo..."

E eu queria que você fosse mais estúpido.

Jolie tinha passado a última semana ignorando aquilo. Não pensando. Porque se pensasse, mas difícil tudo poderia se tornar.

— Enfim, eu vou superar isso — disse, forçando um sorriso. — Tente não se preocupar. Vou resolver isso sozinha.

Eu consigo.

... eu aguento.

— Eu prometo, Hanna.

[...]

Jolie respirou fundo e então se sentou ao lado de Jenkins nas arquibancadas do campo. Havia o chamado para conversar pouco depois que o time e as líderes de torcida se retiraram. O lugar estava completamente vazio a não ser pela presença dele.

— Quero resolver isso — ela disse.

O ruivo a encarou, com um leve sorriso no rosto.

— Demorou até.

— Precisei colocar meus pensamentos em ordem.

Ele apenas acenou com a cabeça.

— O que quer fazer então? — perguntou.

Regra n°68Onde histórias criam vida. Descubra agora