capítulo 16

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As mãos do camisa 68 batia em sincronia no volante do carro, à medida que esperava pacientemente sua companheira de dúplex sair da cafeteria

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As mãos do camisa 68 batia em sincronia no
volante do carro, à medida que esperava pacientemente sua companheira de dúplex sair da cafeteria. Tinha repensado na questão de vir buscá-la várias vezes durante o dia, mas havia uma parte no fundo que o fazia ser legal com ela. No entanto, isso não tinha nada a ver com o passado e, sim, com o fato de que haviam colocado um aviso que ele tinha lido na hora que a levara até ali.

“Atenção! Há relatos de assédio e assaltados pela região. Tomem cuidado e avisem a polícia se virem alguém suspeito.”

 

Aquilo o fez vir até ali. Jolie poderia ser osso duro de roer, mas não era nem uma super heroína.

E eu não estou preocupado.

O som da porta se abrindo fez com que ele virasse o rosto para encarar a garota.

— Antes que diga alguma provocação, só vou pedir a carona por hoje, amanhã eu me viro.

Ele franziu o cenho.

— Se for mais gentil comigo, posso vir te buscar sempre que puder — ele disse.

Agora era a vez dela de franzir o cenho.

— Quando eu não fui gentil com você? — ela retrucou, soando provocativa.

— Devo começar a contar de qual momento?

Ela sorriu falsamente para ele e ele retribuiu facilmente.

— Eu posso ir andando. É mais libertador, eu não vou precisar ter que dividir o mesmo ar que você.

Cal revirou os olhos. Ela é impossível.

— Por acaso você leu o anúncio, Bailey?

— Que anúncio? — Ela ergueu a sobrancelha, conforme remexia a bolsa, procurando algo ou checando.

Aquele anúncio — Ele indicou para a vidraça da cafeteria. Jolie semicerrou os olhos para enxergar. — Você não tem nenhum senso de cuidado, não?

— Eu estou ocupada demais para parar pra ler anúncios que colocam por aí.

Ele tombou a cabeça para trás, respirando fundo. E disse, meio exasperado:

— Tem um tarado perambulando por aí. Agora que sabe, tome cuidado.

A garota o observou.

— Está preocupado comigo?

— Eu tenho um lado humano, sabe?! Você que pensa tão mal de mim.

Ela abriu um sorriso.

— Você me dá enormes motivos, Sherman.

Ele a olhou de canto, revirando os olhos e então ligando o carro.

— Estou faminta. Vamos passar na lanchonete Amarela antes de ir para o dúplex.

Regra n°68Onde histórias criam vida. Descubra agora