Sinceramente, eu não sei o que dizer nesse agradecimento. Afinal, escrever Jolie e Cal foi algo meio único e inusitado para mim. Foi a primeira vez que eu decidi depositar mais de mim mesma em uma história. E foi um pouco difícil. Assistir a Jolie morrendo lentamente por dentro causou uma coisa diferente em mim. Senti que, mesmo inconscientemente, ela estava se tornando eu. E foi bem doloroso. Ela [principalmente] acabou me fazendo perceber coisas dentro do meu próprio coração que eu estava ignorando propositalmente. Então, escrever a dor dela foi ruim e na mesma proporção foi bom.
Bem, começando com a perda dela. Eu nunca perdi uma irmã, mas perdi uma amiga [o que eu contei no agradecimento de Alvo à Distância] e eu passei muito tempo me sentindo culpada por não ter estado com elas nos momentos em que ela precisava e por não ter a abraçado quando eu a vi pela última vez. Na época, ela estava internada e coincidentemente a minha mãe também [inúmeras referências em relação a mãe do Bruce], e eu tive um curto encontro com a mãe dela e terminou comigo ficando junto a ela durante algumas horas até a irmã mais nova dela chegar e me substituir. Foi um dia bom, a gente conversou e riu e fazia muito, mais muito tempo que a gente não se via. E então aproveitamos o máximo. Foi algumas horas, mas o suficiente para matarmos a saudades. Quando irmã dela chegou, por um momento, senti que queria abraçar ela, mas deixei a sensação de lado por não ser muito de contato físico e fui embora. E, infelizmente, uns quinze dias depois ela faleceu. Tive um momento com a mãe dela um tempo mais tarde e foi ali que a culpa começou a me assolar. E foi muito difícil abandonar ela. Muito mesmo.
E eu, atualmente, desejo que a Jolie possa fazer o mesmo. Que possa apenas manter as boas lembranças que restaram da irmã e não permitir que coisas que estão fora do nosso controle nos adoeça. E eu digo isso também para todos que entendem como ela se sente. Há coisas que não estão no nosso controle e isso não é culpa sua, apenas lembre-se que você fez o que poderia naquele momento e foi o bastante. Não se culpe e seja muito, mais muito feliz.
Há, infelizmente, mais partes ruins vindas de mim, mas manterei elas para mim.
Então, agora, eu quero agradecer a todos que tiveram muita paciência comigo durante todos esses sessenta e seis capítulos. Foram uns tempos difíceis para mim, o que resultou em muitas pausas [inclusive, desculpa], mas estou me esforçando para conseguir melhorar e continuar aqui. Eu amo nossos sábados. Se tornaram os mais emocionantes e divertidos de todos. E completamente nossos.
Obrigada, de verdade. Sou sempre grata por tirarem um pouco do tempo de vocês para ler minhas histórias. Amo vocês s2.
Bem, tristemente, Regra n°68 chegou ao fim. Porém, por mais que seja um momento triste [eu já passei por isso, então boa sorte a vocês], o universo ainda tem um caminho a frente. E, sim, estou falando de um cara extremamente charmoso, ruivo e duas caras.
Howard Jenkins está a caminho. Não sei dizer quando, mas o livro dele já está sendo escrito e só tenho UMA coisa a dizer: a mente de vocês vai explodir quando conhecer a cabeça desse divo.
Já aconselho a vocês para prepararem o coração e pegarem a pipoca, porque o capitão dos Black Crows em breve chegará.
Agora, beijinhos. Até logo. ❤️🩹
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Regra n°68
RomansaComo você se sentiria ao descobrir que terá que dividir um dúplex por um ano com o cara que mais odeia? Jolie Bailey era apenas mais uma entre poucas que odiavam os top 3 da universidade. Ainda que, seu ódio, iria muito além da popularidade do trio...
