capítulo 43

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Trabalhar num domingo era extremamente tenebroso

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Trabalhar num domingo era extremamente tenebroso. E a única coisa que Jolie queria era estar em casa, aproveitando a cama do dúplex – mesmo que hoje não fosse seu dia.

Ela bufou.

O Joey’s naquela tarde estava cheio, assim como no dia anterior. Pelo tempo que tinha ficado fora, havia se esquecido dos fins de semana na cafeteria. Parecia que a universidade inteira decidia ir até lá. Muitos rostos presentes eram conhecidos. Tinha alguns alunos da turma de gastronomia e muitos outros de Artes – que no caso, seria o dela. Estranhamente ambos os cursos ficavam no mesmo prédio.

— Olívia, quatro pedidos na mesa cinco — Jessia avisou, arrancando o papel do bloco de notas e entregando a própria.

— Quando a gerente vai contratar outra funcionária? — Olivia respirou fundo. — Não aguento mais lidar com tudo sozinha.

Jolie se virou, encarando-a.

— Achei que eu fosse uma ótima ajudante.

Olivia ergueu uma sobrancelha.

— No mínimo, você é boa em fazer bebidas.

Jolie lhe deu um sorriso sutil e voltou a olhar para frente, deixando-a com seus pedidos.

Jessia e Madison estavam atendendo as mesas. Haley estava no caixa. Jolie servia os que se sentavam no balcão e o resto da preparação sobrava para Olivia.

Era uma ótima divisão.

— Oli, deveria conversar com a gerente sobre a Lily. Ela só me substitui na segunda, mas poderia colocar ela em tempo integral, que nem todas — Haley sugeriu, girando na cadeira.

Sortuda.

— É uma boa — ela respondeu, pensativa. — Vou falar com ela mais tarde.

Haley sorriu, acenando.

Jolie suspirou, pegando seu caderno no bolso do avental e encostando o braço no balcão, curvando-se para frente e usando o lápis de seu bloco de notas para desenhar. Ela começou a rabiscar traços incertos e repetitivos. Ficou naquele por longos minutos, distraída. Sua mente, talvez na visão de fora, estivesse silenciosa, mas, na verdade, parecia uma bagunça.

Sentia-se cada vez mais no fundo do poço.

Por que parecia que toda vez que ela realmente começava a ser feliz, algo acontecia?

Estou cansada — ela murmurou.

O lápis deslizava com precisão no papel por vários minutos. Trazia um som reconfortante, calmante. Abafava os ruídos de fora.

Por que me pediu para ficar longe dele, mesmo quando você mesma não ficava?

Jolie parou o movimento da mão, encarando o papel. Rabiscos, hilário. Tinha a desenhado inconscientemente. Todos os traços marcantes ou não.

Regra n°68Onde histórias criam vida. Descubra agora