capítulo 30

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O camisa 68 comia tranquilamente um pote de batata frita enquanto observava, de uma das entradas do campo, o último jogo da noite

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O camisa 68 comia tranquilamente um pote de batata frita enquanto observava, de uma das entradas do campo, o último jogo da noite.

— Acha que o Troy vai superar um dia esse chifre? — Liam perguntou.

Ele tinha sido o único disposto a sair da arquibancada e ir comprar algo para comer, os outros se recusaram a perderem seus lugares para isso.

— Só acredito vendo — respondeu. — Queria muito estar jogando com ele só para provocá-lo.

— Que feio, cara. — Liam riu.

Sherman apenas deu com os ombros, pouco se importando. Troy era o maior babaca, não gostava dele nem um pouco. Então, por mais que fosse ruim desejar coisas ruins para os outros, gostava da ideia de pegar um megafone e dizer “Bem feito”. Só não fazia isso porque ele era muito comportado e o treinador lhe daria um sermão longo mais tarde.

Vou me conter.

Ele desviou o olhar por uns segundos para as garotas que passavam ao seu lado, cumprimentando-o com sorrisinhos.

Se não estivesse tão desanimado iria atrás. Ele vai precisar de no mínimo duas semanas para se recompor depois daquela burrada que fizera.

Beijar Bailey? Sério? O que eu tinha na cabeça?

Cal não tinha visto ela. Só se esbarrara uma vez naquela manhã quando tropeçou e caiu. O quê, infelizmente, resultou em um Jenkins puxa saco. Ele era ótimo em fingir que não sabia sobre nada.

 Ele bufou, enfiando mais algumas batatinhas na boca. E então seu celular começou a vibrar em seu bolso, atraindo sua atenção para isso. Ele o  pegou e observou a tela.

Bailey?

Cal pensou em não atender em primeira mão, porém logo percebeu que era incomum ela ligar para ele. Ainda mais porque estavam em Breekles e Cal não estava de carro.

Ele atendeu no terceiro toque.

— O que você quer?

— Não consegue atender as pessoas de maneira mais gentil, Sherman? — ela indagou.

Ele franziu o cenho. A voz dela parecia estranha.

— Se é você me ligando, não.

Quase poderia enxerga-la revirando os olhos.

— Só diz, Bailey. O que quer comigo?

Ela ficou em silêncio por um momento.

— Pode vir me buscar?

Ele ergueu uma sobrancelha, dando uma olhada ao redor.

— Buscar aonde? — perguntou.

— Eu não sei. Fiquei andando por Breekles e me perdi.

Regra n°68Onde histórias criam vida. Descubra agora