capítulo 59

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Desculpa, Hanna, por chamá-la de covarde

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Desculpa, Hanna, por chamá-la de covarde.

Na verdade, a covarde da história sou eu.

Calvin Sherman a ajudou mais uma vez. Ele cuidou dela. A ouviu chorar. A consolou. E a única coisa que ela conseguiu fazer foi sair do dúplex quando o dia amanheceu e ir para qualquer lugar que não fosse aquele.

Porque se ela continuasse lá ela se deixaria levar.

Esqueceria tudo. E ficaria com ele.

Mas a cabeça dela estava uma merda. E ela só iria machucá-lo ainda mais. E a última coisa que ela queria era destruir a vida de alguém pelo bem da sua própria felicidade.

Não é justo com ele.

Jolie suspirou, sentada no sofá da casa de Haley, levando pela décima vez a taça de álcool até a boca.

A garota, de alguma forma, tinha descoberto que ela estava passando algumas noites na cafeteria e então hoje ofereceu sua casa como abrigo temporário.

— O que você acha? — perguntou Haley, surgindo de seu quarto com um vestido vermelho.

Jolie a olhou de cima a baixo e lhe deu um sorriso.

— Está gata. Vai sair com quem? 

— Com meu namorado. Walker.

Ah.

— Tinha me esquecido. Vão fazer o quê?

— Jantar com os pais dele.

Jolie enrugou o nariz.

— Boa sorte!

Haley se virou para o enorme espelho ao lado da porta do quarto, se analisando e ajeitando os cabelos.

— Você já fez isso antes?

— Conhecer os pais de um namorado? Não, nunca.

— Por quê?

— Não namoro caras muito legais.

— E Calvin Sherman?

Jolie se impressionava com a forma como ele estava em todo lugar mesmo estando longe dele.

“Você é o reflexo da minha alma, mas não a parte ruim dela.”                                  

Ouvir aquilo a fez querer chorar. Porque ela entendia como Jenkins se sentia.

Ficar longe dele era sufocante.

Ele era a melhor parte de querer viver.

Jolie bebeu um gole longo e então desviou o olhar para o relógio em cima do criado mudo ao seu lado.

— Você não está atrasada?

Haley checou a hora, arregalando os olhos.

— Merda. — Dito isso, retornou para o quarto e voltou com sua bolsa e celular. — Vou indo. Nos vemos amanhã.

Regra n°68Onde histórias criam vida. Descubra agora