capítulo 48

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Cal suspirou, jogando-se na cama do amigo

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Cal suspirou, jogando-se na cama do amigo. Gostava de vir de vez em quando a fraternidade e relembrar o clima nostálgico.

— O que o traz aqui? — capitão dos Black Crows perguntou, girando na cadeira da escrivaninha. — Veio atrás de conselhos amorosos?

Ele não respondeu de antemão, apenas apoiou o braço em cima dos olhos.

— Ela está te evitando, não é? — insistiu.

Sabichão.

— Se não falar comigo, não posso adivinhar nada.

— Jura? Sempre achei que pudesse.

Jenkins ficou em silêncio. E Cal pensou que ele tinha desistido.

Contudo, escutou um som de uma ligação e então encarou o amigo, com o cenho franzido.

Para quem ele está ligando?

Tocou uma vez.

Duas.

Três.

— Estou ocupada — foi a primeira coisa que ela disse.

Nelly.

Cal abriu um sorriso leve.

— Bom dia para você também, estrelinha — Jenkins disse.

— Bom dia. O que você quer comigo?

Somos dois curiosos, então.

— Pode tirar um tempo agora para mim?

Houve um segundo inquietante do outro lado da linha até ela suspirar.

— Mais uma visita em algum lugar inusitado?

Jenkins sorriu.

E aquilo sempre o surpreendia. Era raro vê-lo com a postura de Howard Jenkins derrubada.

— Não dessa vez — negou. — Vamos a lanchonete Amarela.

— Vai me comprar panquecas?

— Só se você for.

Sinto que estou segurando vela.

— Ok. Eu topo. Que horas quer que eu esteja lá?

— Agora — avisou. —  E, ah, teremos companhia.

— Quem?

— Calvin babaca Sherman.

Cal enrugou o nariz.

— Achei que fosse me manter distante dele — ela o alfinetou.

— Hoje é uma exceção, estrelinha — ele retrucou.

Uma risada curta saiu do outro lado da linha.

 — Claro, vou te esperar na frente da universidade.

Regra n°68Onde histórias criam vida. Descubra agora