Como você se sentiria ao descobrir que terá que dividir um dúplex por um ano com o cara que mais odeia?
Jolie Bailey era apenas mais uma entre poucas que odiavam os top 3 da universidade. Ainda que, seu ódio, iria muito além da popularidade do trio...
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No minuto em que Jolie começou a chorar, Cal percebeu uma coisa.
Ele tinha se apaixonado por ela. Novamente.
E admitir aquilo em sua própria cabeça o fazia se lembrar de sua própria regra.
Eu perdi, Bailey.
O camisa 68 suspirou profundamente enquanto parava entre o batente da porta recém-aberta do banheiro. Secava o cabelo com a toalha em torno do seu pescoço. Vestia as roupas que havia comprado na loja ao lado do motel extremamente antiquado.
Suas roupas estavam molhadas assim como as de Bailey. Por sorte, havia uma secadora no quarto. Então atualmente estavam girando continuamente e sendo secadas.
Menos mal.
Depois que Jolie teve uma crise de ansiedade e choro, que durou mais de meia hora, o tempo começou a mudar e quando estavam na moto, prontos para retornar para Brooksviller, a chuva os alcançou. Chegaram encharcados no motel e Cal teve que comprar roupas enquanto Bailey subia para o quarto deles.
Único.
Cal sentia que tinha sido passado a perna. Ou realmente todos os outros quartos estavam ocupados.
No momento, Jolie estava deitada no lado direito da cama, encolhida debaixo das cobertas. Calada.
Não tinha dito mais nada desde que se acalmou. Sequer reclamou do fato de terem que compartilhar um quarto e uma cama. O que já era extremamente preocupante.
Por mais que houvesse sentido que ela estava estranha desde sexta, Cal teve interações tranquilas o suficiente para vê-la sorrir ou rir, assim como essa manhã. Contudo, agora, tudo aquilo só parecia uma lembrança distante.
— Está com fome? — ele perguntou.
Jolie não respondeu.
— Vou trazer algo para você comer — ele avisou.
E ela continuou em silêncio.
Cal suspirou outra vez e deixou a toalha em cima da cômoda ao lado direito da porta do banheiro. E então seguiu até a porta do quarto e saiu, deixando-a relutantemente sozinha.
O corredor era longo e espaçoso. Os papeis de paredes eram bizarramente bregas, de um tom vermelho escuro. Tudo exalava isso. Era tão horrendo que Cal nem tinha mais coragem de reclamar da lanchonete Amarela.
Isso é pior. Mil vezes pior.
Cal caminhou até o final do corredor e entrou no elevador. Seu celular logo começou a tocar e ele atendeu à medida que esperava o elevador descer.
— Onde você se enfiou? — indagou Jenkins.
O capitão parecia preocupado. O que fez Cal imaginar que tinha o ligado ou mandado mensagem.