capítulo 38

493 61 81
                                        

Eu estou bêbado

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

Eu estou bêbado.

E essa era a única certeza que ele poderia ter naquele momento.

Sua atenção estava focada nas panelas em cima do fogão, mesmo que se sentia meio zonzo, mas não era o suficiente para causar um segundo incêndio.

O que eu estou fazendo aqui?

Hoje era, tipo, SÁBADO - na verdade, já era domingo, mas relevamos. Deveria estar na festa da fraternidade roubando mais uma vez o quarto de Bruce, mas não estava. Ele estava ali. Ele tinha ido até ali. Por causa dela. Porque uma enorme parte sua, depois daquela ligação, quis voltar para o dúplex, ainda que fosse para escutar ela o xingando ou o odiando.

Merda.

Por que o maldito Jenkins sempre tem razão?

— Está apaixonado finalmente por mim, Sherman? Já posso te ajudar a fazer suas malas para a mudança?

— Há. Há. Durma e sonhe, Bailey.

Uma risadinha soou de sua boca.

— Quebramos nossa primeira regra já — ela comentou, levando uma colher de doce de leite até a boca, sentada em uma das cadeiras da bancada.

Ele franziu o cenho.

Você quebrou, na verdade — ele retrucou.

— É um meio termo, Calvin Klein.

— Só na sua cabeça.

Ela suspirou, o que fez ele virar brevemente a cabeça e sorrir.

— Voltemos para o Cal romântico de antes, por favor.

— Esse é ele também.

— Seu romantismo é péssimo, Sherman.

O camisa 68 não respondeu de imediato, apenas abriu a tampa de uma das panelas, averiguando o estrogonofe de camarão que estava fazendo antes de se virar e se encostar na pia ao lado do fogão.

— A menos eu tenho um — ele rebateu.

Bailey parou de levar a milésima colher até a boca, encarando-o mortalmente.

— Eu sou romântica.

Ele riu.

— Qual é a graça?

— Eu nunca vi você ser romântica uma vez sequer no tempo em que a gente esteve junto, Bailey.

Ela semicerrou os olhos, ponderando.

— Deve ser porque eu não nutri nenhum sentimento por você.

Ele ergueu uma sobrancelha, cruzando os braços.

— Até quando vai mentir sobre isso?

— Até quando você vai mentir sobre isso? — ela retrucou de volta, sorrindo falsamente.

Regra n°68Onde histórias criam vida. Descubra agora