Como você se sentiria ao descobrir que terá que dividir um dúplex por um ano com o cara que mais odeia?
Jolie Bailey era apenas mais uma entre poucas que odiavam os top 3 da universidade. Ainda que, seu ódio, iria muito além da popularidade do trio...
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Eu estou bêbado.
E essa era a única certeza que ele poderia ter naquele momento.
Sua atenção estava focada nas panelas em cima do fogão, mesmo que se sentia meio zonzo, mas não era o suficiente para causar um segundo incêndio.
O que eu estou fazendo aqui?
Hoje era, tipo, SÁBADO - na verdade, já era domingo, mas relevamos. Deveria estar na festa da fraternidade roubando mais uma vez o quarto de Bruce, mas não estava. Ele estava ali. Ele tinha ido até ali. Por causa dela. Porque uma enorme parte sua, depois daquela ligação, quis voltar para o dúplex, ainda que fosse para escutar ela o xingando ou o odiando.
Merda.
Por que o maldito Jenkins sempre tem razão?
— Está apaixonado finalmente por mim, Sherman? Já posso te ajudar a fazer suas malas para a mudança?
— Há. Há. Durma e sonhe, Bailey.
Uma risadinha soou de sua boca.
— Quebramos nossa primeira regra já — ela comentou, levando uma colher de doce de leite até a boca, sentada em uma das cadeiras da bancada.
Ele franziu o cenho.
— Você quebrou, na verdade — ele retrucou.
— É um meio termo, Calvin Klein.
— Só na sua cabeça.
Ela suspirou, o que fez ele virar brevemente a cabeça e sorrir.
— Voltemos para o Cal romântico de antes, por favor.
— Esse é ele também.
— Seu romantismo é péssimo, Sherman.
O camisa 68 não respondeu de imediato, apenas abriu a tampa de uma das panelas, averiguando o estrogonofe de camarão que estava fazendo antes de se virar e se encostar na pia ao lado do fogão.
— A menos eu tenho um — ele rebateu.
Bailey parou de levar a milésima colher até a boca, encarando-o mortalmente.
— Eu sou romântica.
Ele riu.
— Qual é a graça?
— Eu nunca vi você ser romântica uma vez sequer no tempo em que a gente esteve junto, Bailey.
Ela semicerrou os olhos, ponderando.
— Deve ser porque eu não nutri nenhum sentimento por você.
Ele ergueu uma sobrancelha, cruzando os braços.
— Até quando vai mentir sobre isso?
— Até quando você vai mentir sobre isso? — ela retrucou de volta, sorrindo falsamente.