Como você se sentiria ao descobrir que terá que dividir um dúplex por um ano com o cara que mais odeia?
Jolie Bailey era apenas mais uma entre poucas que odiavam os top 3 da universidade. Ainda que, seu ódio, iria muito além da popularidade do trio...
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Jolie às vezes pensava que tinha batido em vários idosos em sua vida passada para resultar em tanto azar quanto aquele. Como ela poderia viver com Calvin Sherman por um ano inteiro? Aquilo era mais convívio do que tiveram há quase dois anos atrás.
Ela bufou, depositando a última mala no andar de cima. Havia um armário apenas e uma cômoda. Só, para duas malditas pessoas. Deveria ter sido mais esperta e reparado melhor no anúncio. Estava se sentindo como a amiga. Amber era tão lerda que Jolie se surpreendia.
Sou uma idiota.
Jolie olhou para dentro do armário e observou as roupas do camisa 68 penduradas. E então ela empurrou-as para o lado e pegou novos cabines para adicionar as suas. Por sorte não tinha tantas roupas, caberia uma boa parte ali enquanto guardaria o resto em duas gavetas da cômoda.
Seus quadros e tintas e todo o resto ficariam no quartinho abaixo das escadas.
Jolie pretendia se enfiar em qualquer lugar naquele dúplex, mas não iria erguer a bandeira branca.
Um longo suspiro saiu de sua boca após, uma hora mais tarde, ter guardado todas as suas coisas, uma por uma, até não ter mais nada em suas malas.
Mudanças são um verdadeiro saco.
Se havia alguém que, naquele exato momento, Jolie mais sentia vontade de desejar a morte, era para a pessoa que causou aquele incêndio em seu antigo prédio.
A garota de cabelos pretos deixou suas malas em um canto e desceu a escada, passando a mão pelo cabelo e o prendendo em um coque frouxo. O camisa 68 permanecia no sofá, vendo jogo na televisão, ignorando-a completamente.
Ele não a encarou conforme ela passava ao lado do sofá e seguia para a cozinha. Estava exausta e com fome, muita fome.
— Não há nada aí — ele disse finalmente.
Jolie o ignorou, abrindo os armários e a geladeira em seguida. Estava vazio. Tudo. Não havia nada.
— Eu avisei — ele continuou.
Ela fechou a porta da geladeira e então se virou, encarando-o dali.
— Do que você vive? — indagou.
— Você mesma disse, Bailey — ele retrucou, ajeitando-se no sofá, sentando de lado, para olhá-la. — Garotas, bebidas e caras babacas.
Um sorriso falso surgiu em seu rosto.
— Bem, agora, aprenda a viver diferente se quiser continuar morando debaixo do mesmo teto que eu — ela disse, cruzando os braços.
— E quem disse que eu quero?
— Você está tão na merda quanto eu, Sherman. Me poupe. — Ela revirou os olhos. — Você ainda dirige aquele carro? Me empreste para eu poder ir ao mercado.