Eloise acordou naquela manhã com o sol brilhando através das cortinas de seu quarto. Era o grande dia. A entrevista com Charlotte, amiga de sua mãe, para uma vaga na universidade de Londres, finalmente havia chegado. Ela estava ansiosa, sentindo um misto de nervosismo e empolgação. Embora soubesse que tinha o que era necessário para ser uma excelente professora, ainda havia aquele medo sutil de não ser aceita, de que talvez sua experiência em Nova York não fosse o suficiente para impressionar Charlotte e os outros membros da universidade.
Ela respirou fundo enquanto se olhava no espelho, ajustando o cabelo e passando as mãos pelo blazer impecável que havia escolhido para a ocasião. Tudo estava no lugar. Seu coração batia acelerado, mas ela tentou manter a calma.
“Você consegue, Eloise,” ela disse para si mesma em voz baixa, antes de pegar a bolsa e sair do quarto.
Ao sair do quarto, encontrou Violet na sala de estar, com um sorriso caloroso no rosto. Sua mãe estava visivelmente orgulhosa de vê-la indo atrás de suas ambições.
“Você está deslumbrante, minha querida,” Violet disse, levantando-se para ajustar um detalhe no casaco de Eloise. “Hoje é um grande dia, e eu sei que você vai se sair muito bem.”
Eloise sorriu, grata pelo apoio. “Obrigada, mãe. Estou um pouco nervosa, mas acho que estou preparada.”
Violet acariciou o rosto da filha com ternura. “Eu tenho certeza que está mais do que preparada. Você foi uma professora brilhante em Nova York, e eles terão sorte de ter você aqui em Londres.”
Eloise assentiu, respirando fundo. “Vou dar o meu melhor.”
“É só isso que importa,” Violet respondeu, antes de dar um beijo na testa de Eloise. “Agora vá. Não se atrase para a sua entrevista! Vou ficar aqui te esperando.”
Chegando à Universidade de Londres, Eloise foi recebida pela recepcionista, que a conduziu até o escritório de Charlotte. As paredes da universidade estavam repletas de quadros antigos, com retratos de acadêmicos e figuras notáveis que passaram por ali ao longo dos séculos. O ambiente era grandioso e intimidador, mas Eloise tentou manter a confiança.
Quando entrou no escritório, Charlotte já estava lá, sentada em uma poltrona confortável atrás de uma grande mesa de madeira. Ela sorriu calorosamente ao ver Eloise, levantando-se para cumprimentá-la.
“Eloise! Que bom vê-la novamente,” disse Charlotte, estendendo a mão. “Sua mãe sempre fala tão bem de você.”
Eloise apertou a mão de Charlotte, tentando esconder qualquer vestígio de nervosismo. “Obrigada, Charlotte. Estou muito feliz por estar aqui.”
“Por favor, sente-se,” Charlotte indicou uma cadeira confortável em frente à sua mesa. “Eu já li seu currículo e conversei um pouco com sua mãe sobre sua experiência em Nova York. Você foi professora de literatura por lá, certo?”
Eloise assentiu. “Sim, lecionava literatura inglesa e comparada. Sempre fui apaixonada pela educação, e ser professora foi algo que me deu muito propósito, especialmente em momentos difíceis.”
Charlotte sorriu, parecendo impressionada. “E como você descreveria sua experiência lá? O que te motivou a seguir nessa profissão?”
Eloise pensou por um momento, querendo dar uma resposta sincera e significativa. “Eu sempre amei literatura. Para mim, a leitura e a escrita são formas de explorar o mundo e as diferentes realidades das pessoas. Quando comecei a dar aulas, percebi o impacto que tinha nos meus alunos. Poder guiá-los através de clássicos literários e ver como isso os transformava era uma sensação indescritível. Mais do que ensinar, eu gosto de inspirar. Quero que meus alunos vejam os livros não apenas como parte de uma nota, mas como uma oportunidade de crescimento pessoal.”
Charlotte ouviu com atenção, cruzando os braços e assentindo. “Essa é uma visão admirável, Eloise. Aqui na universidade, sempre buscamos professores que tragam mais do que conhecimento teórico. Queremos alguém que faça a diferença, que ajude a formar mentes críticas e apaixonadas pelo saber.”
Eloise sorriu, sentindo-se um pouco mais à vontade. “Isso é exatamente o que eu sempre busquei fazer.”
Charlotte mexeu em alguns papéis sobre a mesa antes de falar novamente. “E seus alunos em Nova York? Como era a relação com eles?”
“Eu tive sorte,” respondeu Eloise, sem hesitar. “Meus alunos sempre foram muito dedicados. Claro, alguns enfrentavam dificuldades, mas eu procurava formas de engajá-los, de mostrar que a literatura podia ser uma fuga, uma terapia, algo que eles podiam usar em suas vidas diárias. Eu tinha uma boa relação com eles, e vê-los formados foi um dos maiores prazeres da minha carreira.”
Charlotte sorriu, parecendo cada vez mais impressionada com Eloise. “Parece que você tem muito a oferecer. Sua paixão pela literatura e pelo ensino é evidente. Aqui na Universidade de Londres, estamos sempre procurando por professores que tragam essa energia e esse entusiasmo para a sala de aula.”
“Fico muito feliz em ouvir isso,” Eloise respondeu. “Sinto que estou pronta para um novo desafio, e estar de volta em Londres é uma oportunidade de recomeçar minha vida em vários aspectos.”
Charlotte assentiu. “E eu acho que você vai se encaixar perfeitamente aqui. Claro, ainda temos algumas formalidades a resolver, mas, pessoalmente, acredito que você será uma adição valiosa para o nosso corpo docente.”
Eloise sentiu seu coração saltar de alegria. Não conseguiu esconder o sorriso que se formou em seu rosto. “Isso seria maravilhoso, Charlotte. Eu realmente estou muito empolgada com a possibilidade de trabalhar aqui.”
Charlotte se levantou, encerrando a entrevista de forma muito positiva. “Vamos marcar uma reunião com o restante da diretoria e, se tudo correr como espero, em breve você estará oficialmente conosco. Pode contar que falarei muito bem de você.”
Eloise também se levantou, apertando novamente a mão de Charlotte com gratidão. “Obrigada, Charlotte. Eu realmente aprecio isso.”
Charlotte sorriu mais uma vez. “Você vai se sair muito bem, Eloise. Tenho certeza.”
Saindo da universidade, Eloise mal conseguia conter a felicidade. Ela caminhava pelas ruas de Londres, sentindo-se leve, quase flutuando. A ideia de voltar a dar aulas, especialmente em uma instituição tão renomada quanto a Universidade de Londres, enchia seu coração de esperança e entusiasmo.
Quando chegou em casa, Violet estava esperando ansiosamente no saguão, os olhos brilhando de expectativa.
“Então, como foi?” Violet perguntou, quase sem fôlego.
Eloise sorriu, seu rosto iluminado de alegria. “Foi ótimo, mãe! Charlotte disse que tudo parece bem encaminhado. Ela ainda vai marcar uma reunião com o resto da diretoria, mas disse que está confiante de que eu vou conseguir a vaga.”
Violet gritou de felicidade e correu para abraçar a filha. “Eu sabia! Eu sabia que você conseguiria! Estou tão orgulhosa de você, minha querida.”
Eloise se deixou envolver pelo abraço caloroso da mãe, sentindo-se mais confiante do que nunca. “Obrigada, mãe. Eu realmente acho que estou pronta para esse novo capítulo da minha vida.”
E enquanto Violet a abraçava, Eloise olhou pela janela, para o céu de Londres. Um novo começo estava à sua frente, e ela estava pronta para abraçá-lo com todas as forças.
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My Salvation - Philoise
FanfictionQuando eu me vi perdida em meio às minhas tempestades, você foi o meu raio de sol... Quando pensei que estava destinada a sofrer, você trouxe a luz que eu jamais imaginei encontrar... Eloise Bridgerton passou anos aprisionada em um relacionamento se...
