Londres estava imersa em sua costumeira rotina frenética, mas na sala da casa dos Bridgerton, um plano começava a ser traçado. Francesca Bridgerton, com os olhos fixos na tela do computador, conversava com Penélope e Sophie Baek, a advogada que já havia começado a desvendar os segredos do casamento de Eloise.
"Eu preciso ir para Nova York," Francesca disse com firmeza, sem desviar o olhar da tela. "Preciso ver de perto o que está acontecendo com Eloise e Theo. Não há mais como esperar."
Penélope, que estava sentada ao seu lado, cruzou os braços, inquieta. Embora soubesse que Francesca estava decidida, o plano a deixava nervosa.
"Eu entendo a urgência, Fran, mas será que é seguro para você? Você sabe como Theo pode ser imprevisível. O que você vai fazer se ele perceber o que está tentando?"
Francesca respirou fundo, consciente dos riscos.
"Eu sei que ele está de olho. Mas é por isso que tenho que ser cautelosa. Eu não vou levantar suspeitas. Vou apenas observar, prestar atenção em cada detalhe, e repassar para Sophie. Nós precisamos de provas, e a única maneira de consegui-las é estando perto."
Penélope mordeu o lábio inferior, preocupada. Sophie, do outro lado da vídeo chamada, ouviu atentamente antes de intervir.
"Francesca está certa, Penélope. Se tentarmos algo agora, sem nenhuma evidência concreta, Theo pode sair impune. Precisamos de algo que o exponha, e Francesca pode nos ajudar a obter isso. Eloise está em uma situação muito delicada, e qualquer movimento em falso pode piorar tudo."
Francesca assentiu, determinada. Sabia que não seria fácil, mas não podia mais ficar de braços cruzados, vendo sua irmã afundar em um relacionamento abusivo. Ela precisava agir, e estar fisicamente presente em Nova York era a melhor maneira de começar.
"Sophie," disse Francesca, voltando-se para a advogada. "Vou observar tudo. Desde a rotina deles até o comportamento de Theo. Qualquer coisa fora do comum, eu vou anotar e te mandar. Você aprova esse plano?"
Sophie ponderou por alguns segundos antes de responder.
"Aprovo, sim. Mas tome muito cuidado, Francesca. Não se exponha mais do que o necessário. Theo não é uma pessoa que podemos subestimar. Vou estar disponível o tempo todo, em contato direto com você. Qualquer coisa que pareça fora do normal, me avise."
Francesca sorriu, sentindo um leve alívio. Ter o apoio de Sophie e Penélope a deixava mais confiante.
"Obrigada, Sophie. Não se preocupe, vou ser cuidadosa."
Penélope ainda parecia desconfortável, mas assentiu.
"Eu queria ir com você, mas acho que é melhor mesmo não levantar suspeitas. Se eu for, Theo pode desconfiar ainda mais. Só... por favor, Fran, me mantenha informada. Não quero perder nada do que acontecer por lá."
Francesca tocou de leve a mão da cunhada, tentando tranquilizá-la.
"Eu vou te contar tudo, Pen. Vai dar certo, eu prometo."
Horas depois, Francesca pegou o telefone e ligou para Eloise, a irmã que estava do outro lado do oceano. Sua voz soava como de costume, mas Francesca sabia que havia um peso por trás daquele tom calmo e distante.
"Oi, Eloise," disse Francesca, tentando soar o mais casual possível. "Eu estava pensando... Faz tanto tempo que a gente não se vê. O que acha de eu ir para Nova York passar uns dias com você? Podemos conversar, relaxar... Sinto saudade."
Do outro lado da linha, Eloise hesitou. Ela queria ver Francesca, mais do que qualquer coisa, mas o medo a sufocava. Saber que Theo estava sempre vigiando, sempre desconfiado, fazia com que cada movimento dela fosse calculado.
"Fran, eu... adoraria te ver," a voz de Eloise falhou um pouco. "Mas... será que é o melhor momento?"
Francesca, entendendo o receio da irmã, forçou um sorriso para que sua voz soasse mais leve.
"Vai ser ótimo. Não precisa se preocupar, será apenas uma visita entre irmãs. Prometo não atrapalhar nada."
Eloise mordeu o lábio, pensando. Sabia que Theo não ficaria contente, mas também sabia que recusar a visita da própria irmã seria estranho. Francesca não suspeitava de nada, não é? Talvez fosse mais seguro aceitar, pelo menos assim Theo não levantaria mais desconfianças.
"Tudo bem," disse Eloise por fim. "Você pode vir. Vai ser bom ter você por perto."
A voz de Francesca suavizou-se, aliviada.
"Obrigada, Eloise. Eu vou arrumar tudo e te aviso quando meu voo estiver marcado."
Naquela noite, Eloise ficou inquieta. Sentada na sala de estar, ela tentava organizar seus pensamentos antes de contar a Theo. Ele sempre ficava irritado com qualquer coisa que fugisse do controle dele. Francesca chegando sem aviso seria motivo de desconfiança. Finalmente, ela reuniu coragem e foi até o escritório onde Theo estava, imerso em seu laptop.
"Theo?" ela chamou, a voz mais baixa do que o normal.
Ele levantou os olhos, franzindo a testa como se já soubesse que ela trazia algo que não gostaria de ouvir.
"O que foi, Eloise?"
"Francesca... ela quer vir passar uns dias conosco. Eu... disse que ela podia vir."
Theo fechou o laptop com um estalo audível, a mandíbula tensa. Seus olhos se estreitaram, estudando o rosto de Eloise. Ele sabia que algo estava errado. Francesca nunca aparecia sem motivo, e o fato de Sophie estar suspeitando só aumentava a tensão.
"Você o quê?" sua voz era fria como gelo. "Você disse que ela pode vir?"
Eloise assentiu, o coração batendo forte no peito. Ela sabia o que viria em seguida.
"Theo, ela é minha irmã. Não podia recusar sem levantar suspeitas. Seria pior."
Ele bufou, irritado, e passou as mãos pelos cabelos. Ele sabia que Eloise tinha razão, mas isso não diminuía a raiva. Se ele recusasse a visita, isso só faria Francesca suspeitar ainda mais. Ele não podia permitir que isso acontecesse.
"Tudo bem," ele disse por fim, com um tom de voz ameaçador. "Ela pode vir. Mas saiba de uma coisa, Eloise: eu vou estar de olho em você. Qualquer deslize, qualquer tentativa de me expor, e você vai pagar por isso."
Eloise sentiu um calafrio percorrer sua espinha. Theo sempre conseguia transformar até os momentos mais simples em algo ameaçador. Ela sabia que, com Francesca por perto, as coisas poderiam piorar ainda mais, mas não havia mais volta.
Ela forçou um sorriso, tentando esconder o medo.
"Entendido, Theo."
Ele deu um último olhar de advertência antes de voltar para o laptop, encerrando a conversa. Eloise saiu do escritório, o coração apertado. Apesar do medo, havia um pequeno fio de esperança dentro dela. Francesca estava vindo, e talvez, com a presença da irmã, algo finalmente pudesse mudar.
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My Salvation - Philoise
Fiksi PenggemarQuando eu me vi perdida em meio às minhas tempestades, você foi o meu raio de sol... Quando pensei que estava destinada a sofrer, você trouxe a luz que eu jamais imaginei encontrar... Eloise Bridgerton passou anos aprisionada em um relacionamento se...
