Conversas de Amigas

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Era uma tarde fria em Londres, e Eloise estava sentada confortavelmente em sua nova sala de estar, folheando algumas anotações para as próximas aulas. A lareira aquecia o ambiente, criando uma atmosfera acolhedora. Algumas semanas se passaram desde que ela havia se mudado para a casa próxima a Anthony e Kate, e as coisas estavam começando a se estabilizar. Seu trabalho na universidade tinha se tornado sua maior fonte de alegria e realização, mas, apesar disso, Eloise sabia que ainda havia partes de sua vida que não estavam tão ajustadas.

Foi então que ouviu a campainha. Levantando-se rapidamente, ela caminhou até a porta e abriu para encontrar Penélope com um sorriso radiante, segurando um bolo que claramente havia trazido de uma padaria próxima.

“Eloise! Trouxe um presente,” disse Penélope com um sorriso travesso, entregando o bolo.

Eloise deu risada e pegou o presente, abraçando sua amiga. “Você sabe que me compra com doces, não é? Entre, está congelando lá fora!”

As duas entraram, e Eloise colocou o bolo na mesa de centro antes de se sentarem no sofá. Penélope olhou ao redor da casa, admirando os detalhes.

“Você se acomodou bem por aqui, hein? Está lindo,” comentou Penélope, observando a decoração acolhedora e os toques pessoais de Eloise espalhados pela casa.

Eloise suspirou e sorriu. “Estou começando a me sentir em casa, de verdade. Mas, como você sabe, ainda estou me adaptando. Ainda tem muita coisa que estou tentando processar.”

Penélope assentiu, percebendo o peso nas palavras da amiga. “É claro. É um grande recomeço para você. Mas, Eloise, você não pode viver só para o trabalho, sabe? Você precisa sair mais, se divertir um pouco. Viver.”

Eloise levantou uma sobrancelha e soltou uma risada nervosa. “Eu? Sair e me divertir? Não sei se estou pronta para isso. Além do mais, sair para onde? E com quem?”

Penélope a olhou como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. “Comigo, é claro! Faz séculos que não saímos juntas. E você precisa esquecer essa coisa de celibato eterno.”

Eloise riu e revirou os olhos. “Ah, por favor, Penélope. Eu mal consigo pensar em sair de casa sem me sentir desconfortável, imagine ter algum tipo de... envolvimento romântico ou, sabe, sexual com alguém. A última coisa que preciso agora é me envolver com outra pessoa.”

Penélope balançou a cabeça com um sorriso no rosto, claramente não desistindo. “Eu não estou falando de arrumar um namorado ou coisa parecida, Eloise. Eu estou dizendo que você precisa se divertir! Nem que seja sozinha, por assim dizer.”

Eloise olhou para ela, confusa. “Como assim sozinha? Do que você está falando?”

Penélope se inclinou um pouco para a frente, com uma expressão meio conspiratória. “Bem, vamos ser francas aqui. Você não precisa de um homem para ter prazer, sabe? Existem outras formas... Digamos que umas amigas minhas do trabalho andam falando de um site que vende uns brinquedos incríveis.”

Eloise arregalou os olhos e corou imediatamente. “Brinquedos? Como assim... brinquedos eróticos?”

Penélope riu alto, divertindo-se com o embaraço da amiga. “Exatamente! Não precisa ser algo assustador. Você pode, sabe, experimentar. Eles dizem que tem opções bem discretas, e que são ótimos para quem está... um pouco fora de prática.”

Eloise não sabia se ria ou se escondia o rosto nas mãos. O conceito era totalmente novo para ela, mas não deixava de ser intrigante. “Penélope, você está me sugerindo que eu compre um brinquedo erótico? Isso não é um pouco... demais?”

Penélope fez um gesto de desdém. “Demais? Eloise, por favor. Estamos no século XXI! Não é nada demais. Na verdade, é uma forma de você se reconectar com essa parte da sua vida sem a pressão de ter alguém envolvido. Você passou por muita coisa com o Theo, eu entendo isso. Mas você merece sentir prazer, merece se sentir bem consigo mesma.”

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