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Chá Da Tarde

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Eloise traçava com leveza os contornos do corpo de Phillip no papel, sentada a poucos metros de onde ele descansava preguiçosamente no sofá, vestindo apenas uma manta leve que lhe cobria da cintura para baixo. O silêncio era confortável, preenchido apenas pelo som sutil do grafite deslizando sobre a folha e pelos pensamentos dançantes na cabeça dela.

Ela tentava manter o foco, mas o calor crescente entre suas pernas denunciava o quanto sua concentração estava comprometida. Cada músculo de Phillip, cada sombra que desenhava, parecia provocá-la mais. Seus olhos pararam no rosto dele — aquele sorriso displicente, os olhos semicerrados a observando com interesse e desejo — e ela largou o lápis.

Sem uma palavra, Eloise se levantou e caminhou até ele. Phillip apenas estendeu uma das mãos, puxando-a com firmeza e suavidade ao mesmo tempo.

"Eu não aguentava mais só te observar" ela murmurou, sentando-se em seu colo.

"Eu estava começando a achar que você me usaria como modelo até a próxima estação" respondeu ele, antes de tomá-la em um beijo que não deixava espaço para hesitação.

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Algum tempo depois, o silêncio da sala agora era quebrado apenas pelos dois rindo baixinho, ainda meio ofegantes e relaxados. Phillip vestiu a calça e seguiu até a cozinha, oferecendo-se para preparar algo para comer.

"Eu posso ajudar" disse Eloise, entrando na cozinha usando apenas a camisa dele, um tanto longa em seu corpo, o que a fazia parecer ainda mais irresistível aos olhos de Phillip.

"Não, não. Você já fez muito hoje. Fique sentada" respondeu ele com um sorriso, abrindo a geladeira. "Tem pães, queijo, frutas… acho que consigo improvisar um lanche decente."

"Cuidado para não se empolgar, ou vou acabar te contratando como cozinheiro pessoal."

"Desde que o uniforme envolva pouca roupa e muitos beijos, aceito o emprego" respondeu ele, fazendo-a rir.

Enquanto ele preparava o lanche, ela observava cada gesto dele, ainda encantada com a intimidade natural que surgia entre eles. A conversa fluía leve, cheia de olhares, provocações e beijos roubados. Até que...

Ding dong.

A campainha ecoou pela casa. Eloise congelou.

"Você tá esperando alguém?" perguntou Phillip, franzindo a testa.

"Não..." Ela correu até a porta e espiou pelo olho mágico.
"Ah, não. Não. Não." murmurou em pânico. "Merda!"

"O que foi?" Phillip apareceu atrás dela, em alerta.

"Minha mãe. Hyacinth. Francesca. Penélope. Kate. E Charlotte. Elas estão ali… com sacolas. E bolo!"

"Bolo?" Phillip piscou, confuso.

"Eu tinha marcado um chá da tarde com elas… e esqueci completamente!"

"Ok, eu posso sair pelos fundos…"

"Phillip, a casa é gradeada e o muro do quintal parece uma fortaleza!"

"Ótimo" ele respirou fundo. "Vamos encarar então."

"Espera!" Eloise o puxou de volta pro quarto. "Precisamos parecer... normais. E separados. Vai vestir a camisa, por favor."

"E você? Vai continuar usando a minha?" ele perguntou, levantando uma sobrancelha.

"Vou trocar também!" Ela já estava revirando o armário, enquanto falava. "Ok. Vai dar tudo certo. Eles já te conhecem, então... só precisamos parecer civilizados."

Cinco minutos depois, Phillip já estava na sala, tentando parecer casual. Eloise abriu a porta, sorrindo nervosa.

"Que bom que vocês vieram!"

My Salvation - Philoise Histórias para pegar e não largar. Descubra agora