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Conversas

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Phillip despertou com a luz suave da manhã invadindo a sala. Sentiu o peso confortável de Eloise deitada sobre ele, o corpo dela colado ao seu, e não pôde evitar um sorriso satisfeito. Era estranho como, mesmo depois de uma noite tão agitada, ele se sentia completamente em paz ali. Sem qualquer urgência de ir embora ou a preocupação de ser chamado pela chefe para ouvir reclamações.

Ele olhou para Eloise, que parecia em paz, e roubou um selinho rápido de seus lábios antes de vê-la despertar aos poucos. Seus olhos se encontraram e, sem cerimônia, Eloise lhe ofereceu algo que o pegou de surpresa.

“Você quer ficar para o café da manhã? Não vejo mal algum, já que passou a noite toda por aqui”, disse, sorrindo levemente.

Phillip ficou um pouco surpreso, mas não se opôs à ideia. Estava curioso sobre essa mulher. Além do desejo, havia algo mais ali, algo que o fazia querer passar mais tempo com ela.

“Eu aceito, senhora Sharpe... ou como posso chamá-la?”, ele sorriu, piscando.

“Ah, já que você me viu em todos os ângulos possíveis, pode me chamar de Eloise”, ela riu, descontraída.

Os dois levantaram-se e foram para a cozinha. Enquanto Eloise preparava o café, Phillip não conseguia deixar de observá-la, tentando entender como aquela mulher o enfeitiçou tão rapidamente. Eles sentaram-se à mesa, e a conversa começou com amenidades, como o tempo e o café, mas logo enveredou por um caminho mais pessoal.

“Quando vou saber seu nome?”, ela questionou, de repente, inclinando-se ligeiramente para frente com curiosidade nos olhos.

Ele sorriu com um leve ar de mistério, evitando responder diretamente, mas logo desviou o olhar para algo que o intrigava desde a primeira vez que a viu. Ele havia notado algumas cicatrizes nas costas de Eloise na noite anterior, e agora, sem conseguir segurar a curiosidade, tocou suavemente o assunto.

“Você tem... cicatrizes nas costas”, começou ele, cauteloso. “Posso perguntar como você as conseguiu?”

O semblante de Eloise mudou no mesmo instante. Seu corpo enrijeceu e seu olhar se perdeu por alguns segundos. Ela não falava muito sobre o passado, especialmente sobre o que havia acontecido em seu casamento com Theo, mas de alguma forma, Phillip parecia confiável, mesmo sendo um estranho... ou quase isso.

“É uma longa história”, começou ela, suspirando, antes de continuar. “Meu falecido marido, Theo, ele... não era um homem fácil. Acho que isso é o máximo que posso dizer por agora.”

Phillip acenou com a cabeça, respeitando o silêncio dela, mas suas palavras tinham um peso profundo. Ele sentia que havia muito mais por trás do que ela estava disposta a contar, mas não iria pressioná-la. Não agora.

“Entendo”, disse ele, com uma voz calma e reconfortante. “Quando quiser falar mais sobre isso, eu estarei aqui.”

Ela esboçou um sorriso agradecido, claramente aliviada por não precisar entrar em detalhes naquele momento. Phillip, por outro lado, estava intrigado. Será que ela era a Eloise que Colin mencionava de vez em quando? A irmã dele? Não podia ser. Eloise era um nome comum, afinal. Sacudiu a cabeça, descartando essa ideia, mas a curiosidade ainda o picava.

No meio da refeição, o telefone de Phillip tocou. Era Miles.

“Ei, onde você está? Pensei em almoçarmos juntos mais tarde, o que acha?” perguntou o amigo do outro lado da linha.

Phillip olhou para Eloise e, sem querer parecer rude, respondeu: “Eu te ligo mais tarde, Miles. Estou ocupado agora.”

Ele desligou e, em seguida, uma notificação apareceu em seu celular: uma mensagem de Michaela pedindo que ele fosse até o escritório. Ele sabia que não podia deixar isso de lado.

My Salvation - Philoise Histórias para pegar e não largar. Descubra agora