Aviso de conteúdo!
Este capítulo contém cenas que podem ser sensíveis para alguns leitores, incluindo violência física, psicológica e temas de abuso.
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A noite estava clara, com a lua iluminando suavemente as ruas de Nova York enquanto Eloise e Theo seguiam em direção ao apartamento de Rosamund e Charles. O convite havia chegado inesperadamente, Eloise não conseguia disfarçar a sensação de desconforto que pesava sobre seus ombros desde que concordou em ir. Theo, por outro lado, parecia neutro - a máscara de tranquilidade que ela exibia em público era uma habilidade que ele havia aperfeiçoado aos longo dos anos. Ninguém poderia adivinhar o que realmente se passava por trás daquela fachada serena.
Ao chegarem à entrada do prédio, foram recepcionados por Rosamund, que os cumprimentou com sorrisos exagerados e uma empolgação um tanto superficial.
"Eloise, Theo, que prazer vê-los! Venham, entrem, Charles está preparando um vinho maravilhoso."
Eloise sorriu educadamente, tentando esconder sua ansiedade, enquanto Theo manteve uma postura impecável. Ele se destacou entre os convidados, elegante e discreto, mas seus olhos nunca deixavam Eloise por muito tempo. Era como se ele a observasse com uma intensidade velada, uma constante vigilância que fazia o ar ao redor dela pesar.
Ao entrar no elegante apartamento, Eloise sentiu o peso do ambiente social sufocá-la ainda mais. As paredes estavam adornadas com obras de arte, e o aroma do jantar sendo preparado preenchia o ar com uma sensação de desconforto familiar.
Enquanto se sentavam para o jantar, Eloise se esforçou para participar das conversas, embora sua mente estivesse a quilômetros de distância. As risadas dos outros convidados soavam vazias para ela, e cada palavra trocada parecia um eco distante. Theo, ao seu lado, fazia comentários precisos e educados, mas não deixava de lançar olhares furtivos para ela, como se quisesse garantir que ela não dissesse nada fora do esperado.
Estre os convidados, Sophie Baek também estava presente. Eloise ficou surpresa ao vê-la ali, embora soubesse que Sophie e Rosamund tinham laços profissionais. Sophie, uma advogada talentosa e sagaz, era também uma das poucas pessoas que Eloise já havia confiado poucas verdades sobre a vida que leva com Theo. No entanto, nas últimas semanas, Eloise havia se distanciado de Sophie, sem responder suas mensagens e ligações.
Sophie, sempre perspicaz, não deixou de notar isso. Durante o jantar manteve-se atenta à Eloise, observando cada gesto e expressão. Ela percebeu a forma como Eloise evitava contato visual prolongado, como se estivesse escondendo algo, e notou as vezes que ela parecia encolher ligeiramente sob o olhar de Theo.
Após o jantar, quando os convidados começaram a circular pela sala de estar, conversando em pequenos grupos, Sophie viu a oportunidade perfeita para puxar Eloise de lado.
"Eloise, será se podemos conversar por um momento? Em particular?"
Eloise, surpreendida, olhou de relance para Theo, que estava distraído falando com Charles. Ela assentiu, ainda nervosa, mas viu na sugestão de Sophie uma chance de desabafar, de, talvez, finalmente contar o que vinha sofrendo.
Elas se afastaram discretamente para um dos corredores longe da vista dos outros. Sophie cruzou os braços, encostando-se levemente na parede, seu olhar era gentil, mas firme.
"Eloise você tem estado distante ultimamente. Eu tentei entrar em contato com você várias vezes, mas você não responde mais minhas mensagens. Está tudo bem? Eu... Sinto que está acontecendo alguma coisa."
Eloise sentiu o coração acelerar. Aquela era sua chance. Ela podia confiar em Sophie, sabia disso. Respirou fundo e olhou para o chão, reunindo forças para falar as palavras que haviam sindo acumuladas dentro dela por tanto tempo.
"Socorro!" Sophie se assustou com as palavras ditas. "Sophie, eu preciso..."
Mas antes que pudesse continuar, Eloise ouviu o som inconfundível dos passos de Theo se aproximando. Sua espinha enrijeceu, e antes que ela pudesse reagir, Theo apareceu ao lado delas, com um sorriso educado, mas seus olhos revelavam uma irra controlada.
"Desculpe interromper, senhoras, mas acho que está ficando tarde. Eloise, temos que ir."
Eloise congelou, sua garganta apertando com a presença sufocante de Theo. Sophie olhou de um para o outro, claramente percebendo a tensão no ar, mas não queria forçar a situação ali, ela já tinha uma base do que estava acontecendo.
"Tudo bem, Eloise. Podemos conversar em outra hora?"
Eloise assentiu rapidamente, forçando um sorriso, enquanto Theo a guiava de volta para a sala, mantendo a mão em suas costas de maneira protetora, mas para ela, era uma algema invisível. Eles se despediram rapidamente de Rosamund e Charles, e logo estavam de volta ao carro, dirigindo em silêncio pelas ruas de Nova York.
Quando finalmente chegaram em casa, Eloise sentiu o medo crescer dentro de si. Sabia o que estava por vir. Theo não havia dito uma palavra durante todo o percurso de volta, o que era um péssimo sinal. Ele não precisava falar - o silêncio dele era ensurdecedor.
Assim que entraram no quarto , Theo fechou a porta com mais força do que o necessário, fazendo Eloise da um pequeno salto. Ele se virou lentamente, seu rosto rígido, os olhos escuros e frios.
"O que, exatamente, você ia contar para Sophie?"
Eloise recuou um passo, tentando controlar o tremor em suas mãos.
"Nada, eu só... Ela estava preocupada, só isso."
Theo deu um riso frio, um tom sem humor, e caminhou até ela, aproximando-se como um predador prestes a atacar.
"Preocupada? Ela acha que pode resolver seus problemas, é isso? Você acha que pode sair falando o que quer, Eloise?"
A respiração de Eloise ficou entrecortada. Ela sabia que qualquer palavra errada agora poderia piorar a situação.
"Eu não.. eu não ia contar nada, eu juro."
Mas a raiva de Theo já estava se inflamando. Ele a agarrou pelo braço com força, puxando-a para perto.
"Você acha que pode fugir de mim? Que pode me arruinar? Eu já te proibi uma vez e volto a repetir, NÃO TE QUERO FALANDO COM ELA, PORRA"
Eloise tentou se soltar, o pânico se espalhando por seu corpo.
"Por favor Theo, eu não contei nada, eu não ia fazer nada! Eu não volto a falar com ela, mas pelo amor de Deus me solta!"
Ele a empurrou contra a parede com força, e o impacto fez a respiração de Eloise sair em um arquejo. As lágrimas começaram a escorrer por seu rosto, mas ela permaneceu em silêncio, sabendo que não importaria o que fizesse, só pioraria as coisas.
Theo aproximou seu rosto, com a voz baixa e cruel.
"Você pertence a mim, Eloise. E se tentar qualquer coisa, eu vou te destruir. Ninguém pode te salvar de mim."
Ele a soltou abruptamente, como se o toque dela o repugnasse, e saiu do quarto, deixando Eloise caída no chão, o corpo trêmulo e a alma esmagada.
Ela sabia que tinha chegado ao limite. Mas uma vez, Sophie havia tentado ajudá-la, e mas uma vez, Theo havia interceptado qualquer possibilidade de salvação. Eloise sentia-se presa em uma espiral de escuridão, sem saída, com medo de que, se tentasse mais uma vez, não sobreviveria para ver o outro lado.
Mas uma parte de si ainda lutava, mesmo que pequena. Uma parte que, em silêncio, sussurrava para ela que havia uma maneira de escapar - ela só precisava encontrá-la antes que fosse tarde demais.
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My Salvation - Philoise
FanfictionQuando eu me vi perdida em meio às minhas tempestades, você foi o meu raio de sol... Quando pensei que estava destinada a sofrer, você trouxe a luz que eu jamais imaginei encontrar... Eloise Bridgerton passou anos aprisionada em um relacionamento se...
