Draco teve permissão para visitar Pansy porque aos olhos do mundo mágico ela ainda era sua noiva.
E também porque Draco Malfoy era Astaroth, um membro do Nobilium.
Os acontecimentos recentes aconteceram tão rápido que ele mal teve tempo de processá-los. A fuga de Azkaban, ver o estado mental de seu pai, recuperar algumas — ou talvez todas — de suas memórias da tortura de sua mãe e, finalmente... Pansy Parkinson presa por traição.
Não, não havia tempo para processar. A guerra estava avançando, avançando, avançando, e todos tinham que se ajustar à sua velocidade.
Draco sabia que seu relacionamento com Pansy não era o mesmo. Eles tiveram mais de uma briga durante aqueles meses, e na última Pansy rompeu o noivado, pelo menos simbolicamente. Eles pediram mais do que o outro estavam dispostos a dar e então abandonaram um ao outro. Draco se descuidou por dois segundos, a deixou de lado por dois segundos, e agora— isso.
Ele estava andando pelo andar térreo do Ministério acompanhado por Johan Avery, que ele reconheceu de suas memórias e torturas. Draco o observou como se ele fosse uma barata assim que foi designado como seu acompanhante, e o homem se encolheu, levando-o em direção às masmorras sem encontrar seu olhar. Talvez fosse porque anos suficientes haviam se passado e Draco havia mudado o suficiente para que os papéis fossem invertidos; ou talvez a raiva com que ele encarava sua vida cotidiana o fizesse parecer mais intimidador do que nunca. De qualquer forma, uma parte dele estava satisfeita em vê-lo tão... pequeno.
Avery abriu a porta de uma das celas lotadas para ele, e Draco entrou, sem saber o que encontrar. Ele não conseguia olhar para frente; ele não era tão corajoso. Mas ele tinha que encarar o que tinha ido fazer.
Ele olhou para cima.
Pansy estava olhando para ele com raiva do outro lado da cela.
— O quê, você está aqui para me torturar?
Draco a ignorou, fechando a porta atrás de si. Se fosse qualquer outra pessoa, Avery provavelmente teria ficado, mas Draco era seu superior, então não havia muito que ele pudesse fazer. E se ele tivesse tentado...
— O que aconteceu? — Ele decidiu perguntar.
Pansy bufou.
— Você está brincando, não é? Inacreditável.
— Pansy, eu não entendo. Não tenho a mínima ideia do por que diabos você está aqui.
— E você espera que eu acredite nisso?
— Estou falando sério, — Draco disse, perdendo a paciência. Ele precisava ajudá-la, não isso. — Eu quero tirar você daqui, é por isso que eu vim. Mas para fazer isso eu preciso saber o que aconteceu.
Pansy andou até as barras de metal, enfiando a cabeça por um dos buracos e rangendo os dentes. Suas unhas ainda estavam perfeitamente pintadas; suas roupas estavam quase completamente limpas.
— O que aconteceu? — Ela sibilou, furiosa. — Tudo bem. Vou te contar o que aconteceu. Blaise veio me procurar como eu disse que ele faria. Ele foi o mais longe que pôde através da fronteira e chegou até mim, porque como eu disse a você, estamos apaixonados. E o mínimo que eu podia fazer era cumprir a outra parte, ou seja, encontrar uma maneira de nos tirar desse buraco de merda e ir embora para sermos felizes em outro lugar. Movi meus contatos, fiz o que pude, tudo estava perfeito e pronto, e pouco antes de podermos fugir através da fronteira, fomos parados. Alguém nos entregou.
Draco poderia ter ficado tonto com a enxurrada de informações.
— O que?
— Então não se faça de bobo. — Pansy não respondeu à pergunta dele. — Porque a única pessoa que sabia era você. A única.
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Desolation | Drarry
FanfictionHarry Potter estava morto. A guerra acabou. Todo o Mundo Mágico estava finalmente sob o regime de Voldemort. E Draco Malfoy fazia parte do círculo mais íntimo do Lorde das Trevas. Oito anos após a Batalha de Hogwarts, e com a aparição repentina de H...
