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Sarah estava encostada na parede fria e áspera da sala, sentindo a dureza do chão contra suas costas. O ambiente era sombrio e opressivo, com a única fonte de luz vindo de uma fresta na porta, lançando sombras que pareciam se mover à medida que seus pensamentos vagueavam. A mente dela estava envolta em confusão, resultado das torturas e das alucinações que a consumiam. Cada pulsação de dor e cada flash de medo a deixavam mais vulnerável, e a sensação de desamparo a acompanhava como uma sombra.

A porta se abriu com um rangido, interrompendo o silêncio denso que a cercava. Pavlova entrou, sua figura imponente preenchendo a sala com uma presença ameaçadora. O sorriso cruel nos lábios dele fazia o estômago de Sarah se contorcer. Ele parecia satisfeito, como se estivesse prestes a apresentar algo grandioso e perturbador ao mesmo tempo.

- Sarah - disse ele, sua voz soando quase divertida -, tenho uma surpresa para você.

Ela ergueu os olhos, cética e desconfiada. Após tudo o que já havia enfrentado, não havia espaço para esperanças. O coração dela acelerou, um misto de temor e curiosidade tomando conta.

- Que tipo de surpresa? - perguntou, esforçando-se para manter um tom desafiador, embora o tremor em sua voz entregasse seu medo.

- Você verá em breve. - Ele se aproximou, seus olhos brilhando com uma intensidade ameaçadora. Em um movimento brusco, ele agarrou o braço dela, puxando-a para cima com força, fazendo com que ela se levantasse de forma abrupta. A dor irradiou por seus membros, mas ela sabia que resistir não era uma opção.

- O que você quer de mim? - indagou, tentando se desvencilhar da firmeza do aperto dele.

- Vamos, é hora de sair - respondeu Pavlova, sua voz impositiva não permitindo recusa.

Ele começou a arrastá-la para fora da sala, e Sarah sentiu uma onda de desespero. O corredor que se estendia à sua frente era escuro e estreito, as paredes pareciam se aproximar enquanto ela caminhava ao lado dele. O cheiro de mofo e a umidade se misturavam em uma atmosfera sufocante. A cada passo, sua mente se enchia de perguntas, e o coração batia frenético em seu peito, como se quisesse escapar daquela prisão.

Enquanto caminhava, a dor nos músculos dela a lembrava de sua fragilidade, mas Sarah se esforçava para manter a determinação. O que quer que Pavlova tivesse em mente, ela não permitiria que ele a controlasse completamente. Sua resistência, mesmo que tênue, ainda era uma forma de luta.

- Para onde estamos indo? - Sarah perguntou, tentando se manter firme, sua voz carregada de uma determinação que ela não sentia por dentro.

- Você vai descobrir em breve - respondeu Pavlova, seu sorriso se ampliando de forma perturbadora. - E posso garantir que será... interessante.

As palavras dele ressoaram em sua mente enquanto continuavam a caminhar. Sarah prendeu a respiração, o estômago em um nó enquanto se perguntava o que poderia acontecer a seguir. Ela sabia que, não importa quão escuro fosse o caminho, precisava encontrar uma maneira de resistir. A luta não havia terminado, e a esperança de que algo pudesse mudar a mantinha firme. Mesmo em meio à incerteza, ela se recusava a se deixar abater.

Pavlova arrastou Sarah pelo corredor estreito, a mão dele firmemente presa em seu braço enquanto ela lutava contra a sensação crescente de pânico. Cada passo que davam ecoava em seu peito, como se o som da solidão e do desespero estivesse ressoando em suas entranhas. Quando finalmente chegaram a uma sala mal iluminada, uma sensação de claustrofobia a envolveu. A luz fraca e trêmula filtrava-se por uma única lâmpada pendurada no teto, lançando sombras que dançavam nas paredes sujas e desgastadas.

No centro da sala, Zemo estava sentado à mesa, a expressão dele impassível enquanto seus olhos observavam a entrada com um brilho calculado. A atmosfera estava pesada com uma tensão palpável, e o ar parecia mais denso, como se as paredes estivessem se fechando sobre ela.

𝐃𝐞𝐬𝐭𝐢𝐧𝐲 | 𝐒𝐭𝐞𝐯𝐞 𝐑𝐨𝐠𝐞𝐫𝐬Onde histórias criam vida. Descubra agora