A vida de Sarah foi uma batalha constante desde a infância, marcada por perdas, solidão e a necessidade de se adaptar para sobreviver em um mundo que nunca lhe deu trégua. Quando foi adotada por Tony Stark, ela encontrou pela primeira vez um lar de...
O reencontro havia trazido alívio, mas não diminuíra a gravidade da situação. Zemo e Pavlova ainda estavam soltos, e cada segundo significava mais tempo para que eles se movessem nas sombras, manipulando, corrompendo e armando suas redes. O grupo sabia que não poderia agir de forma impulsiva; a vitória dependia de cálculo, precisão e união.
O plano começou a tomar forma diante da mesa central da torre, espalhada de mapas, relatórios e arquivos digitais. O primeiro passo era rastrear as rotas conhecidas de Zemo, que raramente se movia sem um objetivo político ou estratégico. Ele gostava de operar em lugares carregados de simbolismo, onde cada ação reverberava além do campo de batalha físico. Pavlova, ao contrário, preferia ambientes subterrâneos, invisíveis, onde a manipulação psicológica rendia mais do que qualquer explosão. A combinação dos dois tornava o inimigo duplamente perigoso.
Sarah contribuiu com memórias fragmentadas de sua época como cobaia, fornecendo detalhes dos esconderijos, dos códigos usados pelos guardas e até da disposição dos laboratórios onde Zemo costumava realizar experimentos. Bucky, com seu olhar frio e pragmático, acrescentou conhecimento sobre os padrões de segurança, prevendo cada armadilha que poderiam encontrar. Natasha, meticulosa, organizava as informações em uma sequência lógica, construindo uma rede de possibilidades até chegar ao ponto vulnerável.
O objetivo principal era duplo: destruir os centros de dados que alimentavam as operações de Pavlova - onde estavam armazenados arquivos sobre soldados em potencial e agentes corrompidos - e ao mesmo tempo isolar Zemo, evitando que ele tivesse chance de fugir como tantas vezes antes. Para isso, o grupo se dividiria em duas frentes.
Steve lideraria a ofensiva contra Zemo, usando sua experiência militar para coordenar ataques em pontos estratégicos. Sarah ficaria a seu lado, não apenas como combatente, mas como alguém que conhecia a mente de Pavlova o suficiente para prever seus truques. Tony garantiria cobertura tecnológica, infiltrando-se nas comunicações inimigas e derrubando sistemas de defesa no momento exato.
Natasha e Bucky formariam a segunda frente: infiltração silenciosa no núcleo onde Pavlova mantinha os bancos de dados e experimentos. Eles precisariam entrar sem serem detectados, plantar explosivos e sair antes que qualquer sinal de alerta comprometesse o restante da missão. O risco era alto, mas ninguém além deles tinha a combinação de disciplina, frieza e experiência para cumprir algo assim.
O plano era cronometrado ao segundo. Cada passo do grupo dependeria da execução precisa do outro. Se uma das frentes falhasse, todos seriam engolidos pela retaliação de Zemo e Pavlova. A torre transformou-se em um campo de preparação silencioso: armas ajustadas, trajes preparados, rotas de fuga memorizadas.
Quando tudo estava definido, pairava sobre eles um silêncio pesado, quase reverente. Não havia espaço para dúvidas. O inimigo era astuto, mas eles agora estavam mais unidos do que nunca. A dor, as perdas e os segredos expostos haviam forjado algo que Zemo não conseguiria quebrar: um elo real, feito de confiança e escolha.
O ataque não seria apenas uma missão. Seria o acerto de contas final.
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