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Natasha caminhava com passos firmes pelas ruas silenciosas, sua mente afiada e determinada. Ela sabia que a equipe estava planejando resgatar Bucky, mas não podia esperar. Não aguentava mais saber que ele estava vivendo naquela prisão, sob o controle de Zemo e Pavlova. Aproveitou que a válvula de sábia havia acalmado todos na torre, distraindo-os o suficiente para que ela pudesse agir sozinha.

A noite estava fria, e as luzes amareladas dos postes projetavam sombras distorcidas pelas ruas escuras. Natasha mantinha a postura ereta, as mãos discretamente próximas às armas escondidas sob seu casaco. Ela sabia que estava se arriscando ao sair sozinha, mas isso nunca a impediu antes.

Seus olhos varriam as laterais da rua enquanto ela se aproximava de um beco estreito, caminho mais rápido para seu destino. Mas assim que deu um passo para dentro, sentiu-se agarrada com força. Seu corpo reagiu imediatamente, seus instintos de sobrevivência disparando. Tentou se soltar, o reflexo rápido de anos de treinamento a colocando no ataque, mas antes que pudesse contra-atacar, seu agressor a empurrou contra a parede com firmeza, imobilizando-a.

Os olhos de Natasha faiscaram em fúria, e ela se preparou para lutar... até que finalmente o reconheceu.

— Bucky?! — Ela arfou, surpresa, seu corpo tenso contra a força dele.

Ele tinha um sorriso enviesado nos lábios, seu olhar frio, mas divertido, refletindo a luz fraca do beco.

— Achei que a gente já tinha passado da fase de se estrangular no primeiro encontro, Romanoff.

Natasha estreitou os olhos, ainda ofegante, seu corpo preparado para qualquer sinal de ameaça.

— O que diabos você está fazendo aqui? — Ela perguntou, sua voz baixa, mas carregada de desconfiança.

Bucky relaxou um pouco o aperto, permitindo que ela respirasse melhor, mas ainda mantendo a posição dominante.

— Consegui fugir. — ele disse casualmente, como se não fosse algo monumental.

Natasha franziu o cenho, ainda analisando cada detalhe dele.

— Como? Zemo te mantinha sob controle.

O sorriso de Bucky se alargou ligeiramente, um brilho quase desafiador em seus olhos.

— Digamos que ele já não tem mais esse poder sobre mim. Consegui criar resistência ao controle mental.

Natasha piscou, absorvendo aquela informação.

— Você quer dizer que... sempre pôde sair?

Ele soltou um suspiro e finalmente afrouxou o aperto sobre ela, permitindo que Natasha se afastasse alguns centímetros.

— Não antes. Não enquanto Sarah ainda estava lá.

Ela o encarou, sua mente trabalhando rápido.

— Você ficou por ela.

Bucky passou a mão pelo cabelo, soltando uma risada baixa.

— Eu não ia deixar Zemo e Pavlova se divertirem com ela sozinha. Mas depois que ela fugiu... bom, não havia mais motivos para eu continuar.

Natasha cruzou os braços, ainda tentando processar tudo.

— E agora? O que você quer?

Ele inclinou a cabeça levemente, um sorriso cansado no rosto.

— Talvez um pouco de vodka e um plano para acabar com aqueles filhos da puta. O que me diz, Romanoff?

— Conheço um bar bom — Natasha disse, cruzando os braços, a sombra de um sorriso nos lábios.

𝐃𝐞𝐬𝐭𝐢𝐧𝐲 | 𝐒𝐭𝐞𝐯𝐞 𝐑𝐨𝐠𝐞𝐫𝐬Onde histórias criam vida. Descubra agora