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A mansão Stark estava irreconhecível. Durante a tarde inteira, equipes de decoração, tecnologia e culinária entraram e saíram pelos portões, carregando caixas, bandejas e cabos de iluminação. Tony, claro, supervisionava tudo com a energia de alguém que, ao mesmo tempo, queria impressionar e superar a si mesmo.

— Mais luzes naquela parede, por favor! — ele gritava para dois funcionários que tentavam encaixar holofotes coloridos. — Quero brilho, quero energia! Não é um enterro, é um renascimento.

Pepper, do outro lado da sala, suspirava, mas sorria. Já estava acostumada com o exagero de Tony.

— Amor, não precisa transformar a casa em um parque de diversões. Eles vão gostar de estar aqui, não importa quantos lasers você coloque.

Tony se virou, apontando para ela com a taça de champanhe que já havia aberto cedo demais. — Discordo respeitosamente. Estamos falando de heróis que enfrentaram alienígenas, deuses e governos malucos. Uma festa normal não vai impressionar. Mas uma festa Stark? Ah, essa sim.

Sarah riu, observando os dois. Estava de jeans simples e uma blusa preta, ajudando a colocar algumas flores sobre as mesas.

— Ele tem razão, Pepper. Acho que vocês vão precisar de todo o brilho possível pra competir com o ego dele.

Tony levou a mão ao peito, teatral. — Traição dentro da própria família. Isso dói, filha.

Sarah sorriu, e Pepper revirou os olhos com carinho. A palavra “família” já não soava estranha. Ainda era nova, mas agora aquecia em vez de cortar.

No andar de cima, F.R.I.D.A.Y. anunciava com sua voz calma:

— Lista de convidados confirmada: todos os membros ativos e aposentados dos Vingadores, além de agentes da S.H.I.E.L.D selecionados pela diretora Hill. Transporte chegando em vinte minutos.

— Excelente! — Tony esfregou as mãos. — Hora de receber os convidados.

O portão da mansão se abriu primeiro para um carro preto elegante. Dele saíram Natasha Romanoff e Bucky Barnes. Ela, de vestido escuro, simples e elegante; ele, de terno mal ajustado, claramente desconfortável.

— Eu avisei que não precisava usar gravata. — Natasha comentou, divertida, enquanto ajeitava o colar no pescoço.

— Não é todo dia que Stark convida pra festa. — Bucky respondeu, puxando a gravata como se fosse um laço de forca. — Mas isso é um inferno.

Natasha riu e puxou o braço dele.

Sarah correu até eles, sorrindo. — Vocês vieram!

— Como se eu fosse perder a chance de ver Stark bêbado tentando dançar. — Natasha respondeu, abraçando-a.

Logo atrás, outro carro chegou. Steve Rogers desceu com seu jeito clássico, camisa clara dobrada nos braços e expressão tranquila. Ao lado dele, Sam Wilson, já fazendo piada antes mesmo de pisar no tapete vermelho improvisado.

— Aí vem o Capitão América com sua entrada heroica. — Sam provocou. — Aposto que já ensaiou esse sorriso no espelho.

— Não começa, Sam. — Steve retrucou, mas não conseguiu evitar a risada.

Aos poucos, os carros foram chegando. Clint Barton apareceu com Laura e dois dos filhos, que corriam animados pela entrada como se fosse uma excursão. Bruce Banner chegou mais discreto, ajustando os óculos. Maria Hill veio acompanhada de alguns agentes da S.H.I.E.L.D, mantendo a postura profissional até mesmo em uma festa.

E, como não podia faltar, Thor surgiu não de carro, mas em um clarão de Bifrost que quase rachou o jardim em dois.

— AMIGOS! — ele bradou, com uma enorme caneca dourada já em mãos. — Trouxe hidromel de Asgard para todos!

𝐃𝐞𝐬𝐭𝐢𝐧𝐲 | 𝐒𝐭𝐞𝐯𝐞 𝐑𝐨𝐠𝐞𝐫𝐬Onde histórias criam vida. Descubra agora